Vereadores de Uberlândia discutem projeto que envolve ligação de água

David Thomaz é um dos autores do projeto (Foto: Reprodução/TV Integração)David Thomaz é um dos autores do projeto
(Foto: Reprodução/TV Integração)
Começou a ser discutido, nesta quarta-feira (19), em Uberlândia, um projeto que autoriza a ligações de água em loteamentos aprovados ou não pela Prefeitura. A autoria é dos vereadores David Thomaz  (PSDB) e Silésio Miranda (PT). Atualmente, para ter a água ligada em um imóvel da cidade é necessário apresentar ao Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) um certificado de propriedade da casa, certidão do Habite-se e a certidão do cartório. Caso o projeto seja aprovado, o cidadão não enfrentará mais tanta burocracia e pode ter uma ligação mesmo que seu imóvel não esteja regularizado.
David Thomaz disse que a intenção é criar uma lei que iniba as ligações clandestinas, conhecidas por ‘gato’; “Com esse projeto nós damos o direito da pessoa que já mora no imóvel irregular de procurar o Dmae e fazer a ligação sem problema nenhum. Isso é bom para o município e para o usuário”, disse.
O vereador disse que existem pessoas que querem regularizar a situação com o Dmae, mas por falta dos documentos não conseguem e continuam na situação. “Agora nós estamos criando um pré-pago de água. A pessoa faz um depósito, utiliza a água e quando acabar, faz outro depósito para que haja o religamento”, afirmou.

Segundo o Município, em Uberlândia, cinco mil pontos de água se encontram com ligações clandestinas e isso gera um prejuízo de pelo menos 10% de tudo que é produzido em água tratada em Uberlândia, fornecida a essas pessoas de forma irregular. O Município informou também que o Dmae teria que receber R$ 13 milhões referente às pessoas que usam o serviço, mas não pagam por ele.
O diretor do Dmae, Orlando Resende, disse que o departamento precisa de uma lei que facilite a vida das pessoas e que esse projeto seria muito bem vindo. Já Wilson Pinheiro (PTN) não concorda com o projeto e diz que a ação está “rasgando” o plano diretor, o uso e ocupação do solo e ainda jogando para Prefeitura a responsabilidade que é do empreendedor – fazer água, luz e esgoto nos loteamentos. “Está incentivando o loteamento. É o fim do planejamento urbano”, concluiu.
Fonte:G1

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.