Suspeito confessa assassinato, mas nega desvios no Maikai, diz advogado

Carolina Saches

Gerente do Maikai chega algemado para depor na Delegacia de Homicídios (Foto: Carolina Sanches/G1)Gerente do Maikai chega algemado para depor
(Foto: Carolina Sanches/G1)
O advogado do suspeito de assassinar o empresário Guilherme Brandão, dono do Maikai, com um tiro na cabeça no final de fevereiro, afirmou, nesta quarta-feira (12), que o seu cliente admite que atirou contra a vítima, mas nega que vinha fazendo desvios nas contas da empresa e que o crime tenha sido premeditado, como apontam as investigações realizadas pela Polícia Civil.
Marcelo Santos Carnaúba foi convocado pelo titular da Delegacia de Homicídios, Cícero Lima, a prestar novos depoimentos nesta tarde. O suspeito, que está preso temporariamente no Baldomero Cavalcanti, chegou algemado à delegacia e não quis falar com a imprensa.
“Parece que estava havendo atrito entre eles por causa da administração da casa, mas ainda é preciso analisar o processo. Só posso dizer que o Marcelo não comprou a arma para matar o Guilherme”, afirmou o advogado Raimundo Palmeira, ao ressaltar que a estratégia da defesa é destacar a condição humana do suspeito no momento do crime.
Durante a manhã, o delegado da Homicídios informou que o inquérito do caso foi concluído no último sábado (10) e remetido à Justiça. Apesar de o inquérito já ter sido concluído, o delegado afirma que, após os novos depoimentos, remeterá autos complementares, que são provas técnicas e testemunhais. A polícia também está aguardando o exame de balística e o laudo cadavérico feito pelo Instituto de Criminalística.
“Ele [Marcelo Carnaúba] vai ser ouvido pela segunda vez, mas desta vez na condição de suspeito. Antes ele foi ouvido como testemunha no caso. Ele preparou toda a cena do crime, ligou o gerador e dispensou funcionários. O Marcelo sabia que iria entrar de férias e que outra pessoa ia ficar no seu lugar e poderia descobrir o desfalque”, disse à reportagem do portal G1.
A respeitos dos desvios que o funcionário vinha fazendo na empresa de Brandão, o delegado informou que era um valor considerável. “Ainda estão fazendo os levantamentos e não sabemos o valor exato, mas posso adiantar que a quantia é alta”, ressaltou.
A assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas confirmou que o processo chegou à 9ª Vara Criminal da Capital, mas que o juiz titular, Geraldo Amorim, ainda não analisou o inquérito. A depender das informações, ele deve ser remetido ao Ministério Público para que a promotoria emita um parecer acerca da acusação do suspeito.
Corpo de Guilherme Brandão foi encontrado dentro do escritório de sua empresa. (Foto: Reprodução/Facebook)Corpo de Guilherme Brandão foi encontrado
dentro do escritório. (Foto: Reprodução/Facebook)
Entenda o caso
O empresário Guilherme Paes Brandão, 39, foi assassinado na manhã do dia 26 de fevereiro, segundo a polícia, com um tiro na cabeça. As primeiras informações eram de que dois homens entraram armados, levaram cerca de R$ 2 mil e atiraram no empresário, que estava dentro do escritório.

No entanto, dois depois o gerente financeiro do Maikai, Marcelo Carnaúba confessou a autoria do crime e foi preso pela Delegacia de Homicídios. Ele se encontra sob prisão preventiva no Presídio Baldomero Cavalcanti.

Segundo a polícia, Carnaúba disse que havia comprado uma arma no bairro do Tabuleiro e que, após uma discussão entre vítima e suspeito, no escritório do Maikai, o gerente teria ligado o gerador da casa para evitar que alguém ouvisse o disparo e retornado ao escritório.

A Polícia Civil de Alagoas confirmou, na última segunda-feira (10), que o empresário e dono do Maikai, Guilherme Brandão, morto no dia 26 de fevereiro, iria contratar uma empresa para investigar os supostos desvios de dinheiro cometidos pelo gerente Marcelo Carnaúba.
Fonte:G1

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