‘Sofria preconceito em São Paulo’, conta delegada ao assumir no interior

A delegada Amanda Galdiano Vieira de Matos, de 31 anos, assumiu o comando da delegacia de Iracemápolis (SP), que estava sem titular fixo há dois anos, e afirmou ter sofrido preconceito quando trabalhava como plantonista do 64º Distrito Policial da 7ª Delegacia Seccional de Itaquera, em São Paulo (SP). “O motivo que mais sofri preconceito foi por causa da minha aparência física. As pessoas olhavam e pensavam: ‘Olha, que novinha’. Alguns ainda têm a imagem do delegado como robusto, truculento e bruto. Apesar de estar mudando essa visão para um delegado mais intelectualizado, o preconceito ainda existe”, relatou.
Formada em direito, a delegada decidiu seguir a carreira após passar em concurso público como escrivã. Quando percebeu que como delegada poderia trabalhar de uma maneira mais direta com a população, prestou um novo concurso e, em dezembro de 2012, assumiu o posto em São Paulo.
Vinda para Iracemápolis
Desde setembro ela tentava se transferir para o interior paulista. “Meu marido é médico e veio trabalhar em Limeira (SP). Durante esse período eu fiquei em São Paulo, até que surgiu a oportunidade de assumir a delegacia de Iracemápolis”, relatou. O Distrito Policial de Iracemápolis estava sem delegado fixo há dois anos. Atualmente há cerca de 180 inquéritos em andamento. Desde que assumiu o comando da unidade, em fevereiro, Amanda relatou que deu continuidade ao trabalho.
Segundo ela, a responsabilidade de trabalhar em Iracemápolis é maior do que em São Paulo, mas ela não quer voltar para a capital. “De jeito nenhum eu quero voltar. Aqui tem qualidade de vida. Lá não tinha.”
A delegada disse ainda que para o futuro pretende solicitar mais funcionários para o distrito. “O escrivão que trabalha aqui meio período é emprestado de Limeira. Os boletins de ocorrência são feitos por estagiários. E a delegacia possui apenas dois investigadores. Pensando na vinda da fábrica da Mercedes Benz para a cidade, precisamos nos preparar e já montar uma equipe maior”, relatou Amanda. A delegada disse ainda que os crimes contra o patrimônio são os que mais ela pretende combater, já que o município fica localizado entre rodovias usadas como rotas de fuga por criminosos.
Segurança
Com a chegada da nova delegada, a população afirma se sentir mais segura. “Acho ótimo pensar que temos mais segurança agora”, relatou o vendedor Julio Neto, de 57 anos. Já a comerciante Marlene Costa, de 55 anos, disse que se sente mais segura, principalmente por ser dona de comércio.

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