Protesto causa tumulto na Região Centro-Sul de Belo Horizonte

Uma manifestação dos moradores da ocupação Willian Rosa, localizada em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, causou tumulto nesta quarta-feira (19) na Rua Antônio de Albuquerque, Região Centro-Sul da capital. De acordo com os integrantes do movimento, a Polícia Militar (PM) reagiu com violência, usando bomba de gás lacrimogêneo e balas de borracha.  A corporação negou a informação.

Segundo o líder da ocupação, Lacerda Amorim,  o grupo reivindicava a participação de representantes do governo federal em uma reunião para discutir o processo de reintegração de posse do terreno. Na última quinta-feira (13) foi confirmada a liminar concedida pela 4ª Câmara Cívil da Comarca de Contagem que concedia o terreno à Ceasa Minas. Nesse caso, as famílias devem deixar o terreno após o cumprimento da ordem de reintegração de posse da PM. 

De acordo com Lacerda, uma reunião na Cidade Administrativa está marcada para esta sexta-feira (21), junto aos governos municipal, estadual e federal para manter a mesa de negociações que impede a ação da polícia no despejo das famílias após a decisão da Justiça. “Queremos que os moradores saiam tendo um lugar digno para viver”, disse Lacerda.

O grupo se concentrou na rua Antônio de Albuquerque  onde teria acontecido o confronto entre manifestantes e policiais. Às 17h35, o chefe da comunicação da PM tenente-coronel Alberto Luiz disse que não havia registro de depredação ou confronto entre policiais e manifestantes. Segundo ele, até este horário, munição química e bala de borracha não tinham sido usadas.
A manifestação mobilizou militares da tropa de choque, do 1º Batalhão e do Batalhão de Trânsito. Até o fim da tarde, PM não tinha informação sobre o número de participantes do ato e de policiais empenhados.
Os manifestantes estiveram antes no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na tarde desta quinta-feira. Lacerda informou que os moradores queriam a participação do Tribunal de Justiça na mesa de negociações. Segundo a assessoria do TJMG, o presidente comunicou por meio da PM que o encontro não seria realizado porque, “em matéria estritamente jurisdicional, não cabe intervenção administrativa”. Ainda segundo a assessoria do tribunal, os manifestantes invadiram o hall auditório, e uma sessão do júri que era realizada no local foi cancelada. A PM foi acionada, mas não teve registro de confusão.

O terreno faz parte do projeto de expansão da Ceasa Minas, que é uma sociedade de economia mista, vinculada ao Ministério da Agricultura. 
Fonte:G1

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