Presidiários participavam de esquema de roubo de carros em MT, diz polícia

O esquema de roubo e clonagem de veículos investigado na operação “Clone” contou com a participação de três detentos de unidades prisionais da região metropolitana de Cuiabá, segundo informou a Polícia Civil nesta quarta-feira (19), dia em que foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão expedidos com base nas investigações.
De acordo com o delegado Francisco Kunze, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) em Várzea Grande, os presidiários ordenavam os roubos de veículos de dentro das unidades prisionais, mas não são considerados os mentores de toda a articulação criminosa. A Polícia Civil não divulgou as identidades deles.
Os três presidiários estariam dentro de um grupo de pelo menos 29 pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema de roubo e clonagem de veículos. Antes de deflagrar a operação, a Polícia Civil chegou a prender 12 pessoas por crimes cometidos em participação no esquema.
Durante o cumprimento dos 13 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira, cinco pessoas acabaram presas em flagrante por situações verificadas no momento do cumprimento dos mandados – como posse ilegal de armas, de munições, receptação de documentos e até furto de energia elétrica.
O grupo investigado pela polícia também inclui servidores públicos e um deles teve mandado de busca e apreensão cumprido em sua residência nesta quarta. O servidor, que é analista da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), foi afastado da função. Ele é suspeito de repassar informações privilegiadas ao grupo no intuito de clonar veículos. O servidor é um dos que chegaram a ser presos em flagrante durante o cumprimento do mandado judicial nesta quarta por conta de porte ilegal de arma.
De acordo com a polícia, o grupo investigado promovia roubos e furtos de veículos, os quais depois eram adulterados e tinham os chassis clonados com base em informações de veículos regulares. Os carros eram vendidos em seguida.
Fonte:G1

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