Polícia Civil reforça segurança nos arredores dos CDPs de Mogi e Suzano

As áreas nos arredores dos Centros de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes e Suzano receberam reforço da Polícia Civil, conforme informou nesta sexta-feira (14) o delegado assistente da Delegacia Seccional, Julio Vaz. A paralisação dos agentes penitenciários na cadeia de Suzano já dura 5 dias. Em Mogi, a greve completa 4 dias.
“Nós estamos determinando um reforço do grupo de policiais em todas as unidades prisionais. Estamos determinando ainda ao Garra [Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos] que passe a dar uma especial atenção às localizadas onde estão este presídios”, explica o delegado.
O delegado diz ainda que a greve não deve causar superlotação nas cadeias, já que desde segunda-feira (10) nenhum preso novo pôde entrar nos CDPs de Suzano e Mogi das Cruzes. “Nós temos um planejado pela administração da polícia a fim de que nós possamos utilizar as capacidades máximas de cada cadeia pública fazendo as transferências onde houver necessidades”, diz o delegado.
Nesta sexta-feira (12), o Conselho Penitenciário Nacional informou que desde segunda-feira (10), quando as paralisações começaram, os presos estão impedidos de comparecer em audiências. Por conta disso, especialistas em direito dizem que os criminosos podem se beneficiar da greve. “Isso pode redundar em excesso de prazo e até na libertação de detentos, ja que o processo tem que ter um prazo para terminar. E isso vai atrapalhar a colheira de provas no processo”, diz o advogado Vitor Monacelli Junior, que é membro do Conselho Penitenciário Estadual.
Na quarta-feira (12), após assembleia, Sindicato dos Agentes Penintenciários do Estado de São Paulo (Sindasp) decidiu dar continuidade à paralisação.  A secretaria de Administração Penitenciária (SAP)informou nesta sexta-feira (12) que alguns serviços estão paralisados em 78 das 158 unidades prisionais do estado. Nesta quinta, eram 89 unidades em greve.
fonte:G1

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