Pesquisa aponta crescimento no número de cargos comissionados no PI

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa sobre o crescimento no número de cargos comissionados do estado. A Secretaria de Administração contesta o resultado. Em meio a esse desentendimento, quem quer trabalhar no serviço público disputa espaço com servidores não concursados.

Iraneide Soares foi aprovada no concurso público para professora da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) em março de 2012 e prestes a perder a validade ela teme não ser chamada. “Gera-se expectativa tanto para a gente quanto o próprio estado. Como a Uespi não tem autonomia financeira fica nessa queda de braço entre a universidade e governo”, contou.

Os dados revelam que em 2013 houve uma redução de 23,5% no quadro de servidores efetivos. Já o número de comissionados cresceu no mesmo período 6,28%. Eram 1.448 servidores e no ano seguinte passou para 1.539.

Os cargos previstos em lei são de livre nomeação do governador. O problema segundo o cientista político Cléber de Deus, é o uso corriqueiro deles como moeda de troca de apoio político.
“Temos que ver onde estão sendo colocadas essas pessoas que estão sendo contratadas via cargos comissionados. Se for para áreas técnicas que realmente justifica a contratação pode ser que não haja nenhum problema”, afirmou o especialista.

A Secretaria de Administração do estado disse que os números não correspondem a realidade do Piauí. Os números apresentados pelo órgão sobre o quadro de servidores efetivos e comissionados são outros.

Em 2012 o número de efetivos era de 40.853 e no ano seguinte houve uma pequena redução de 3,9%, sendo 39.051 servidores.
Fonte:G1

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