Olaria vira para cima do America de maneira heroica e vai para a final

Difícil descrever o que o Olaria fez na tarde deste sábado, no Estádio Giulite Coutinho. Com desfalques importantes, na casa do adversário e sob a pressão da já conhecida fervorosa torcida do America, o Azulão da Bariri tirou forças de onde não parecia mais existir e aplicou uma virada espetacular depois de sair perdendo por dois gols. Daniel, Felipe e o iluminado Gian vingaram a derrota na “prévia” da semifinal, na última quarta-feira – justamente de virada -, e colocaram a equipe de Cleimar Rocha na final da Taça Santos Dumont com uma vitória por 3 a 2 de tirar o fôlego.

Tudo conspirava contra o Olaria. Durante a semana, Bruno Andrade e Erick, destaques da equipe na competição, foram sacados. Como se já não bastasse a vantagem do empate do America, que terminou em primeiro na fase de grupos, o time cochilou por duas vezes e abriu passagem para a construção de um triunfo do adversário. Porém, de maneira heroica, eliminou o Mecão dentro de sua própria casa e agora vai enfrentar o Barra Mansa na decisão do primeiro turno da Série B do Carioca, no próximo sábado.
Para o America, resta o gosto amargo de quem teve a vaga na final nas mãos, mas viu a reação surpreendente no torneio ser quebrada em 45 minutos. A equipe de Gilson Nunes não jogou bem, pouco tocou na bola. O mérito vai para a letalidade de seu ataque, que aproveitou dois cochilos do Olaria para abrir uma vantagem confortável, mas que os deuses do futebol mostraram mais uma vez que não é intransponível.
Olaria comemora classificação para a final (Foto: Thiago Guimarães)Jogadores e comissão comemoram classificação heroica após o fim do jogo (Foto: Thiago Guimarães)

Duas falhas, dois gols
Diferentemente da última quarta-feira, não havia chuva para atrapalhar o duelo entre America e Olaria desta vez. Com um clima agradável no Rio de Janeiro, as duas equipes puderam mostrar o melhor do seu futebol. O Azulão da Bariri, mordido pela derrota na “prévia” da semifinal, mostrava mais organização e parecia absoluto no quesito entrosamento. De pé em pé, a bola chegava com facilidade no ataque, o que não significava chutes a gol. Com perigo, a equipe chegou apenas duas vezes no primeiro tempo, mas Renatinho e Lincoln não acertaram o pé e mandaram para fora. A saída de Cocada, logo nos primeiros minutos por conta de uma pancada, talvez tenha prejudicado o time. Gian entrou no lugar dele.
Porém, se no lado ofensivo, o Olaria desfilava, no defensivo, a equipe era muito apreensiva. Nervosa, na verdade. Foi assim que, aos 20 minutos, Daniel tentou afastar, mas bateu fraco na bola. Ela sobrou limpa para Castro – a surpresa na escalação de Gilson Nunes -, que abriu o placar. Oito minutos mais tarde, em mais uma bobeira da zaga do Azulão, a bola foi mal recuada para o goleiro Cléber, que perdeu a dividida para Castro. O atacante apenas rolou para Léo Guerreiro ampliar a vantagem. Festa no Giulite Coutinho.
America x olaria, semifinal série b (Foto: Thiago Guimarães)Clima desta vez era bom, diferente da última quarta-feira (Foto: Thiago Guimarães)

Virada espetacular
Poucos eram aqueles que acreditavam em uma virada. Talvez, somente aqueles torcedores mais otimistas, que abraçam a fé mais que tudo nestes momentos. Não era uma virada tão simples, como a que sofreu na última quarta-feira. Eram dois gols de diferença. Era a casa do adversário. Era uma semifinal. Pois bem, o Olaria se alimentou de todos esses ingredientes e partiu em direção àquilo que parecia impossível, mas eles descobririam que não era.
Daniel começou a reação. Em cobrança de falta que já havia resvalado em Ramon, ele apenas tocou de cabeça para o fundo das redes aos 18 minutos. Nada que abalasse a imponente torcida do America, que permaneceu a cantar. O Mecão não atacava, mas também pouco deixava o adversário fazê-lo. Porém, aos 34, o lance capital. Junior, quase na ponta da área e sem nenhum perigo de gol sequer, foi derrubado em um pênalti infantil. Felipe bateu e empatou. Mas o empate ainda era do America. Faltava um. E ele veio. Iluminado, Gian – que talvez nem era para estar ali não fosse a lesão de Cocada – recebeu lançamento, deixou a marcação para trás com um corte seco e bateu firme, no canto. Era a concretização de uma virada histórica no Giulite Coutinho.
Fonte:Globoesporte.com

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