No AP, família de modelo em coma protesta para cobrar tratamento

Abinoan Santiago

Família de Rarison Ricardo foi para evento realizado pelo governo para cobrar tratamento (Foto: Abinoan Santiago/G1)Família de Rarison Ricardo foi para evento
realizado pelo governo para cobrar tratamento
(Foto: Abinoan Santiago/G1)
Familiares do modelo Rarison Ricardo, de 25 anos, se reuniram nesta segunda-feira (17) em frente ao Teatro das Bacabeiras, em Macapá, para cobrar do governo do estado o tratamento neurológico do jovem. Ele está em coma no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL) desde novembro de 2013, quando sofreu um acidente de trânsito. O modelo depende de tratamento neurológico, serviço indisponível na rede pública de saúde do estado.
A manifestação aconteceu durante o lançamento da internet por fibra óptica no Amapá, evento realizado pelo governo do estado. Com faixas e cartazes, a família do paciente pediu o cumprimento das três decisões judiciais que obriga a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a pagar o tratamento em um hospital que ofereça o tratamento.
Rarison Ricardo está em coma desde novembro quando sofreu acidente de trânsito (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)Rarison Ricardo está em coma desde novembro
de 2013 quando sofreu acidente de trânsito
(Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
De acordo com a tia do paciente Ludmila Miranda, de 31 anos, a família apresentou um orçamento do hospital Albert Einstein, em São Paulo, para internar o modelo, no entanto, não houve resposta sobre a transferência dele. “Não fomos atendidos e decidimos ampliar a campanha para chamar atenção do poder público em relação a essa condição do Rarison. Além disso, o estado não dá alternativas para resolver o problema”, comentou.
A Secretaria de Estado da Saúde disse que não iria se manifestar nesta segunda-feira sobre a transferência do paciente. A pasta informou que falaria por meio de nota até quarta-feira (19).
Entenda o caso
O jovem Rarison Ricardo sofreu um grave traumatismo crânio encefálico em novembro de 2013 e ainda corre risco de morte. Desde 18 de janeiro ele precisa ser levado com urgência para uma unidade de terapia semi-intensiva com tratamento neurológico, serviço indisponível no Amapá. No entanto, mesmo com três decisões judiciais obrigando a Secretaria de Estado da Saúde a transferi-lo, ainda não houve o cumprimento de nenhuma das ordens.

Todas as decisões foram expedidas pela Justiça Federal. A última, de 25 de fevereiro, estipulou 48 horas para a Sesa transferir Rarison Ricardo em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea ao Hospital Albert Einsten, em São Paulo, onde o serviço é oferecido. Na ocasião, a Sesa justificou o não cumprimento por não encontrar vaga no referido hospital estabelecido pela Justiça.
Fonte:G1

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