MPT-PR ajuíza frigorífico de Maringá por condição de trabalho ‘degradante’

O Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) ajuizou, nesta terça-feira (25), ação civil pública contra um frigorífico de Maringá, no norte do estado, por causa das “condições degradantes” de trabalho encontradas lá, durante fiscalização feita no dia 19 de março. O MPT-PR exige indenização por danos morais coletivos de R$ 20 milhões e regularização do ambiente de trabalho.
Os auditores fiscais encontraram “graves violações aos direitos humanos” no local, como ausência de sistemas de proteção e pisos escorregadios em locais com uso de facas. Há, ainda segundo o MPT, precariedade no sistema de detecção de vazamento de amônia.
“Os empregados estão constantemente sujeitos a acidentes, porque boa parte das máquinas e equipamentos não atendem aos requisitos mínimos da NR12,  e porque muitas escadas, guarda-corpos, pisos e elevadores expõem os empregados a condições acentuadas de risco. A situação piora ainda mais quando se observa a absoluta precariedade do sistema de detecção e vazamento de amônia”, explica o procurador do trabalho Fábio Alcure.
Ainda durante a inspeção, várias máquinas, equipamentos e alguns setores da empresa foram  interditados pelos fiscais. O frigorífico também não tinha lavanderia, o que obriga os trabalhadores a lavarem as roupas com sangue, penas e fezes de frangos em casa, conforme a ação.
“Cerca de 90% dos empregados da empresa trabalham em condições insalubres, em regime de sobrejornada proibida por lei, com escassez de pausas, sujeitas a ritmo extenuante e sem ao menos um assento para trabalhar. Não é a toa que nos intervalos os empregados são encontrados as dezenas largados pelo chão ou sobre bancos de madeira tentando recuperar as energias para a segunda parte da maratona que os aguarda”, afirma o procurador do trabalho Heiler Natali.
Fonte:G1

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