Mercadante e radicalização começam a enfraquecer blocão

Gilberto Nascimento

A estratégia do governo começa a dar resultado e a atuação do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, já reduz a força do chamado “blocão”, grupo constituído dentro da Câmara dos Deputados. Depois da entrada do ministro no circuito, quatro partidos desembarcaram do grupo: PP, PDT, PSD e Pros. “A proposta era discutir a relação com o Planalto e não partir para o enfrentamento. Na medida que houve uma radicalização, a tendência natural é que o movimento perca o apoio”, comenta o líder do PP, deputado Eduardo da Fonte (PE). Para ele, o movimento foi vitorioso na medida que obrigou o ministro a abrir um diálogo com os partidos da base aliada. Mercadante tem se reunido com os parlamentares. O principal artífice do grupo foi o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).
No mês passado, quando foi criado, o “blocão” chegou a contar com 290 deputados. Formado principalmente por partidos da base aliada, o grupo se autodenominava independente e provocou derrotas importantes ao governo, como a aprovação de convites e convocações de ministros, nesta semana. Da Fonte diz que seu partido havia deixado claro que não queria se afastar do governo. Ele evitou fazer críticas à estratégia de Cunha, que tem conseguido o apoio da bancada do PMDB. “Cada partido sabe o que quer da sua relação com o governo”, diz. Os dois chegaram a protagonizar uma discussão mais dura no plenário anteontem. “A discussão faz parte da política e da democracia”, desconversa o pernambucano. Depois da convocação do ministro das Cidades, do PP, ele queria a convocação de ministros do PMDB. A estratégia não deu certo.
Fonte:Brasil Econômico e iG

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