Juiz-foranos protestam contra trânsito na Avenida dos Andradas

Trânsito Avenida dos Andradas Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)Protesto parou via em horário de pico
(Foto: Reprodução/TV Integração)
Alunos de uma autoescola e de um curso de inglês fizeram um protesto nesta quinta-feira (13) devido à falta de sinalização e desrespeito dos motoristas na Avenida dos Andradas, na região central de Juiz de Fora. Eles reclamavam da dificuldade de travessia. De acordo com a subsecretária de Transporte e Trânsito, Izamari Machado, um projeto enviado ao Governo Federal propõe a urbanização de toda a avenida, com aumento das faixas de travessia e criação de canteiros centrais.
Com faixas e cartazes, os manifestantes pararam a via em horário de pico. A intervenção ajudou os pedestres a conseguirem atravessar, já que os motoristas foram abrigados a parar. Para o proprietário da autoescola, Gabriel Alves, a situação é precária. “A faixa está totalmente apagada. Deveria ter um traffic calming e um sinal no local, principalmente por conta da Associação dos Cegos”, opinou. O instrutor da empresa, Celso Clavinho, disse que o problema interfere nas aulas. “Tem aluno que perde tempo de aula porque chegam a levar 15 minutos para conseguir atravessar. O sinal é precário e os motoristas não respeitam o pedestre. Nem fiscais do trânsito aparecem para auxiliar”, falou.
A avenida é uma das mais movimentadas da cidade, sendo local de escolas, faculdades, comércio, banco, e até um curso de inglês. Na unidade escolar, agora logo na entrada há um pedido de melhoria na sinalização. A diretora da instituição, Maria da Conceição Cassiano, acredita que o problema também é cultural. “Aqui em Juiz de Fora nenhum carro para para os pedestres. Tinham que colocar um redutor de velocidade, que não tem no local há 37 anos”, disse. A supervisora administrativa Adriana Pires contou que a mesma situação se repete todos os dias. “O movimento de carros é muito intenso. Várias pessoas tentam atravessar, mas demora muito porque ninguém para”, reclamou.
As pessoas com deficiência visual que frequentam diariamente a Associação dos Cegos também têm problemas para atravessar. O integrante do Conselho da Pessoa com Deficiência, José Luiz Silva, disse que costuma esperar quase 15 minutos para chegar do outro lado da rua. “Os carros não param. Nós até procuramos a faixa, mas os motoristas não respeitam. Tinha que ter sinalização e guardas de trânsito”, cobrou.
Trânsito Avenida dos Andradas Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)Trânsito congestiona perto de faculdade e dificulta travessia de estudantes (Foto: Reprodução/TV Integração)
O congestionamento também obstrui a passagem de estudantes que querem acesso à faculdade que há na avenida. “Está tudo um caos. Até para entrar na faculdade é um sacrifício”, desabafou o estudante Ricardo Lincon. O outro aluno Samuel Damasceno acha que o local é difícil de transitar. “O Morro da Glória é complicado. Os carros cantam pneu e tem batida direto”, contou.
Segundo a subsecretária de Transporte e Trânsito, Izamari Machado, um projeto foi enviado ao Governo Federal propondo a urbanização de toda a Avenida dos Andradas “Isso contempla o aumento das faixas de tráfego para adequar à frota que aumentou muito em toda a cidade e ali principalmente. E ainda a criação de canteiros centrais que têm por objetivo dar mais segurança para travessia”, explicou.
Sobre a instalação de traffic calming – uma espécie de quebra-molas, a subsecretária informou que este ainda não é um instrumento regulamentando pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). “A gente está com alguma dificuldade de usar o traffic calming em vias urbanas. Vários municípios estão passando por isso e a gente também está revendo essa questão da colocação desse tipo de redutor de velocidade nas vias por conta dessa falta de regulamentação ainda. Um redutor de velocidade normal para o local também tem alguns critérios do Contran que impedem a instalação, já que na Avenida dos Andradas alguns trechos têm uma declividade muito alta e que impossibilita essa colocação”, concluiu.
Fonte:G1

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