Investigador e motorista de delegacia em Manaus são presos por extorsão

Camila Henriques

19º DIP (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)19º DIP (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)

Um investigador e um motorista do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) foram presos no fim de semana, suspeitos de extorsão e abuso de autoridade. De acordo com a Polícia Civil, os servidores foram flagrados cobrando dinheiro de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas na Zona Oeste da capital. A prisão ocorreu na madrugada de sábado (15). Os dois suspeitos seguem presos na Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, na Zona Centro-Oeste de Manaus.
Segundo a delegada da seccional Oeste, Suely Costa, os suspeitos teriam realizado a apreensão de uma quantidade não revelada de drogas após investigações. “Conforme consta nos autos, a informação que nós temos é de que eles estavam em investigação de um caso de tráfico de drogas e fizeram a apreensão de uma certa quantidade, que não foi apresentada para o delegado do 19º DIP. Eles foram flagrados cobrando um determinado valor em dinheiro de forma ilícita para liberar as drogas e as pessoas presas”, disse.
De acordo com a delegada, policiais do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (FERA) foram encaminhados para o local da ocorrência após denúncias à Delegacia Geral. No local, eles foram flagrados pelos crimes de concussão, nome dado a extorsão cometida por funcionários públicos, além de abuso de autoridade. Ainda segundo a delegada, a polícia suspeita da participação de outros dois policiais que, de acordo com as vítimas, estariam acompanhando os suspeitos durante a abordagem.
Conforme informações da Polícia Civil, o caso deve ser melhor apurado pela entidade responsável por crimes cometidos por servidores públicos da polícia. O caso foi registrado no 19º DIP, onde os suspeitos prestavam serviço. Após apuração policial, as vítimas de extorsão poderão ainda ser indiciadas pelo crime de tráfico de drogas. Os servidores devem permanecer na Delegacia Geral da Polícia Civil até que a Corregedoria Geral de Justiça apresente um posicionamento sobre o caso.
Fonte:G1

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