Governo força oposição a estudar estratégia para a CPI da Petrobras

Gilberto Nascimento

Depois de alcançar as assinaturas suficientes para a instauração da CPI da Petrobras, os parlamentares envolvidos na criação da comissão se reúnem na terça-feira para discutir os próximos passos. Hoje, a tendência é unir deputados e senadores em uma comissão mista. No entanto, a estratégia pode mudar. O principal argumento é que o governo prefere esta opção. Existe a avaliação de que o que é bom para governo não é a melhor alternativa para a oposição. E o trabalho de colher assinaturas foi feito basicamente pelos opositores. Vão participar da conversa os líderes na Câmara e no Senado e os presidentes nacionais do PPS, DEM, PSDB e Solidariedade. No começo, o governo atuou contra a CPI, mas foi afrouxando a sua posição durante a semana.
O maior temor dos oposicionistas é que a base de apoio de Dilma consiga conquistar os principais postos dentro da comissão e, assim, conduza os trabalhos conforme os interesses do governo. Existem dúvidas entre os líderes oposicionistas se não haverá problemas para unificar os pedidos de instalação da CPI na Câmara e no Senado, pois há diferenças no objeto. O texto apresentado pelos deputados é menos amplo: não inclui, por exemplo, a investigação sobre a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Já há inclusive quem defenda a necessidade de colher as assinaturas novamente. Líder do PPS na Câmara, o deputado Rubens Bueno (PR) não acredita que isso seja necessário. Ele é um dos defensores do trabalho conjunto com os senadores. Para ele, a comissão mista tem mais força por representar todo o Congresso Nacional.
Com Graça
Para o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG), a entrevista da presidente da Petrobras, Graça Foster, ao jornal O Globo reforçou a necessidade de uma CPI. Na avaliação dele, Graça demonstrou em suas declarações que “o ambiente de governança da empresa é bastante frágil”.
Fonte:Brasil Econômico e IG

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