Governo apresenta proposta para sindicatos de agentes penitenciários

Representantes do governo de São Paulo se reuniram com sindicatos de agentes penitenciários na tarde desta terça-feira (11), no Palácio dos Bandeirantes, para analisar as reivindicações da categoria, em greve desde a madrugada desta segunda-feira (10).
Participaram da reunião os secretários Edson Aparecido, da Casa Civil, Júlio Semeghini, do Planejamento e Desenvolvimento Regional, e Lourival Gomes, da Administração Penitenciária, além dos sindicatos Sindasp, Sifuspesp, Sindicop e Sindesp. A proposta agora irá para votação dos agentes, em 14 assembleias pelo Estado. Dependendo do resultado da votação, a greve pode continuar.
A categoria pede, de acordo com a assessoria do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp-SP), reajuste salarial de 20,64%, redução das classes (de 8 para 6), aposentadoria especial com 25 anos de carreira, entre outras reivindicações.
Segundo divulgado pela Secretaria de Administração Penitenciária, o governo propôs a extinção de um nível com promoção imediata para todos os Agentes de Segurança Penitenciária (ASP) – de oito para sete. Com a mudança, o profissional conseguiria atingir a classe final da carreira em 26 anos, e não mais em 32.
Também foi oferecido o pagamento de diárias especiais para 632 homens por dia, com limite de 10 diárias para cada servidor. A mudança, segundo a SAP, gera um pagamento adicional de R$ 161,12 por dia, para os agentes que trabalharem nos dias de folga.
Dentre os benefícios, o governo oferece para os servidores integrantes das classes meio e de saúde, o adicional de periculosidade reajustado de R$ 179,00 para R$ 250,00. A Secretaria da Casa Civil afirma que instituirá um grupo de trabalho para elaboração de indicadores e metas da categoria.
Adesão
A greve dos agentes penitenciários provocou nesta terça-feira (11) confusão em presídios do interior e da cidade de São Paulo. Um comboio vindo do interior foi impedido pelos grevistas de entrar no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, e bloqueou faixas da Marginal Pinheiros. Depois de 20 minutos, o acesso ao presídio acabou liberado.
Dos 30 mil agentes do Estado de São Paulo, 16 mil estão parados, de acordo com o Sindasp-SP. A SAP contesta tais dados, e afirma que nesta terça-feira (11), menos de 10% das unidades registraram faltas de funcionários em razão da greve. Segundo a Secretaria, muitos dos funcionários das unidades estão de folga. O índice de prisões que tiveram algumas atividades paralisadas é de cerca de 20%.
Fonte:G1

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