‘Falou que me traiu’, diz jovem que escondeu corpo de namorada no ES

Corpo de jovem ficou em armário por três dias, na Serra. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Corpo de jovem ficou em armário por três dias,
na Serra. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
O jovem de 20 anos suspeito de assassinar a namorada, Isabela Malta Bustamante, de 18 anos, e esconder o corpo dentro do guarda-roupas de casa prestou depoimento à polícia nesta segunda-feira (10) e contou que cometeu o crime porque ela o havia traído. Na delegacia de Homicídios contra a Mulher, Diogo de Oliveira de Jesus disse ainda que estava sob efeito de drogas e que tentou se matar depois de estrangular a jovem. Ele será indiciado por homicídio triplamente qualificado.
Isabela Malta Bustamante foi estrangulada com um fio de internet. Diogo colocou o corpo da jovem dentro do guarda-roupas, onde ficou por pelo menos três dias. Parentes da vítima foram até a residência do casal, no bairro Jardim Carapina, na Serra, na Grande Vitória,  neste domingo (9), arrombaram a porta e encontraram o corpo da jovem. O suspeito tentou fugir, mas foi encontrado e preso. Ao ser detido, ele passou mal e foi encaminhado ao Hospital São Lucas, em Vitória e teve alta nesta segunda-feira (10).
Diogo contou ao delegado que não lembra quando matou a namorada, pois estava sob o efeito de drogas. Ele afirmou que matou Isabela porque ela o traiu. “Eu estava louco, estava usando droga. Ele falou que me traiu e eu matei”, disse.
A mãe da jovem estava no momento em que o corpo foi descoberto, e lamentou ter presenciado a cena. “Eu entrei, vi aquela coisa, aquela cena deprimente. Nenhuma mãe nesse mundo merece ver uma filha daquele jeito. E minha filha era linda, dedicada, carinhosa, carismática… Esse homem merece apodrecer na cadeia”, disse Rosangela Bustamante.
Diogo disse ainda que usou crack durante todo o tempo em que o crime permaneceu em segredo, até tomar coragem para ingerir veneno de rato. “Fiz num momento de loucura, estava sob efeito de muita droga. Depois que eu fiz eu só pensava em matar”, falou.
Mas, para o delegado, a justificativa não é aceitável. “Ele tentou esconder a vítima dentro do armário, tentou camuflar o cheiro que exalava do corpo dela em decomposição usando café… Então ele entendia exatamente o crime que ele havia cometido”, afirmou Adroaldo Lopes.
 Fonte:G1

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