Estudante de Macaé, RJ, desenvolve sistema de ônibus inteligente

Júnior Costa

Pointe Rio das Ostras (Foto: Lucas dos Santos/Arquivo pessoal)Protótipo do projeto apresentado na feira (Foto: Lucas dos Santos/Arquivo pessoal)
Um jovem de 18 anos morador de Macaé, no interior do estado do Rio, conquistou o terceiro lugar na 12ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), realizada na última sexta-feira (21), em São Paulo. O jovem concorreu ao prêmio com o projeto “Pointe – Ponto de Ônibus Inteligente”, que visa a melhoria da qualidade do transporte coletivo por ônibus através de um modelo de ITS (Sigla em inglês que se refere a sistema de transporte inteligente, Intelligent Transportation System).
Lucas Peixoto do Santos conta que se inspirou em situações cotidianas vividas por ele e que afetam milhares de usuários do transporte coletivo na cidade onde mora, em Macaé. Ao todo, concorreram na feira 329 projetos, 82 deles apenas na área de engenharia. 
“A motivação da criação deve-se às pessoas que utilizam o ônibus como meio de transporte diário e sofrem com atrasos de veículos devido ao trânsito, a superlotação, não cumprimento de horários e falta de veículos em horários de pico. As pessoas que são ignoradas por motoristas por serem estudantes, idosos ou deficientes e possuírem passe livre. Aos deficientes visuais que utilizam o transporte público e tem dificuldades em identificar as linhas, assim como cadeirantes a identificar ônibus adaptados”, explica o jovem no site onde apresenta o projeto. 
Pointe Rio das Ostras (Foto: Lucas dos Santos/Arquivo pessoal)Maquete do ônibus com tenologia Pointe
(Foto: Lucas dos Santos/Arquivo pessoal)
O jovem, que já participou de outras feiras com o mesmo projeto, conta que a aplicação custaria à empresa de ônibus R$ 600 por sistema aplicado em cada coletivo. Ele acredita que o modelo pode ser aplicado e já pensou até em materiais contra vandalismo e furtos. 
“Ele pode ser acoplado em um ponto de ônibus novo ou em forma de toten, em pontos existentes. A estrutura física pode ser equipada com produtos anti furto, anti pichações e funcionariam apenas quando tivesse alguém no ponto de ônibus, por meio de sensores de presença. Com a instalação de placas solares, o consumo de bateria se tornaria ainda menor e mais sustentável”, completou.
De acordo com o levantamento feito por Lucas, o sistema europeu com menos recursos se comparado ao Pointe, com display nos pontos e aplicativo com os horários dos ônibus, custa cerca de $ 17 mil reais por ônibus e o sistema brasileiro divulgado pela Agência Fapesp pode custar até $5 mil reais por ônibus. 
Com a ideia, os passageiros teriam recurso de seleção de linhas, para que o motorista saiba que há alguém esperando pela linha, evitando assim que o motorista tenha que buscar contato visual com o passageiro. Além disso, o programa oferece aos usuários informações sobre as linhas de ônibus que se aproximam dos pontos permitindo a seleção prévia das paradas dos veículos, saber o tempo em que o ônibus chegará ao ponto e identificar veículos adaptados para deficientes físicos.

Os pontos contam com um sistema de áudio que alertam deficientes visuais e pessoas desatentas sobre a situação dos coletivos. Os ônibus contarão com display e sistema de áudio interno que informará aos deficientes visuais e turistas sobre as próximas paradas.
Fonte:G1

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