Criciúma vence a primeira fora com goleada e esfria o Metrô pela final

Não bastasse um passo importante na caminhada até a final, o Criciúma conquistou uma vitória com autoridade e de goleada, algo raro até então no Campeonato Catarinense. Com a cabeça fria, amenizou o clima quente no estádio do Sesi, neste domingo, esquentado pela torcida antes da partida e por um Metrô agressivo de começo e persistente por todo o confronto em busca de ao menos um gol. Nos contra-ataques e uma velha aliada, a bola parada, o Tigre fez o 4 a 0 que complica o Metropolitano no quadrangular semifinal. A primeira vitória fora de casa dos Carvoeiros coloca a equipe em boa condição na fase do estadual.
Em Blumenau, o time da casa adicionou pressão ao calor. Começou em cima e só deu o contra-ataque ao Criciúma. Seria o suficiente. Aos 17 e aos 21 minutos, Lucca e Paulo Baier marcaram dois gols que deixaram o clima mais ameno dentro de campo. No primeiro tempo, o Metropolitano ainda acertou um petardo na trave, com Edmar. Tentou igualar no segundo tempo, mas o Tigre dominou o meio e ainda reafirmou a vantagem, com um tento de Escudero, de cabeça, e outro de Lulinha, no finalzinho do jogo. O Metrô ainda teve uma segunda bola na trave e outras chances. Mas a tarde era dos carvoeiros, que acabaram com a escassez de gols e fizeram seu maior placar no Catarinense.
A segunda vitória no quadrangular colocou o Criciúma na liderança da fase e o Metrô na rabeira, em condição complicada pela vaga na final. Os times voltam a estar em ação no Catarinense no próximo fim de semana. A equipe de Blumenau vai ao Orlando Scarpelli para encarar o Figueirense, às 16h de sábado. O Tigre também vai jogar fora de casa. Às 16h de domingo enfrenta o Joinville. Antes, porém, os carvoeiros têm a estreia na Copa do Brasil. No Estádio do Café, em Londrina, jogam contra os donos da casa às 19h30m de quarta-feira. 
CONTRA O CALOR, CONTUNDÊNCIA TRICOLOR

O clima do jogo não foi quente apenas pela alta temperatura em Blumenau. A torcida da casa o esquentou com gritos de ‘vergonha, vergonha’ quando o Criciúma entrou no gramado e também a arbitragem apareceu. A bronca era pelo primeiro encontro no quadrangular, em que os tricolores venceram por 1 a 0 com um gol em posição de impedimento não assinalado. Manifestação repetida no Hino do Estado de Santa Catarina, com torcedores de costas para o campo. Pressão também de seu time desde o começo. O Metropolitano jogava em cima e colecionava arremates. Aos 13, Reinaldo colocou Juliano Mineiro de cara com o goleiro. A batida foi torta e lamentável pelo que ocorreu depois. O Criciúma não tinha vergonha de se defender. 
Criciúma x Metropolitano (Foto: Fernando Ribeiro/ Criciúma EC)Lucca comemora o primeiro dos quatro gols do Criciúma sobre o Metropolitano (Foto: Leonardo Zanin/ Criciúma EC)

E nem de embasar suas investidas em contra-ataques. Aos 17, a proposta deu certo. Everton entrou na área para finalizar a enfiada de Paulo Baier. Substituto de João Vitor, vetado pelo DM antes do embarque para Blumenau, ele bateu e João Paulo deu rebote. Lucca ficou com a bola e o gol inteiro na sua frente. Foi só cutucar para abrir o placar. O atacante estava bem e de seu pé saiu a jogada do segundo tento, pouco depois. Na ponta esquerda, parou na frente do marcador e rolou para Paulo Baier. O camisa 10 bateu no canto e saiu de braços abertos para comemorar o 2 a 0 parcial. Dois golpes contundentes que fizeram o Metrô sentir e reduzir a pressão. As finalizações rarearam e a torcida no Sesi só quebrou o silêncio para soltar o ‘uh’ quando Edmar acertou arremate no travessão, aos 42. 
MAIS DOIS E MAIOR PLACAR FORMADO

Para manter a temperatura do jogo amena como fez, o Criciúma tentou ter mais posse de bola na etapa final. Por isso, Caio Júnior colocou Ricardinho na vaga de Maylson. Abel Ribeiro, por sua vez, queria voltar a dar calor ao adversário. O Metrô retornou com um atacante a mais, Negreiros, e Juninho em uma das laterais para fazer com que Alessandro jogasse pelo meio. Antes que houvesse tempo para saber se as propostas surtiriam efeito, o Tigre perdeu chance clara de fazer o terceiro. Aos dois, Gustavo centrou e Paulo Baier, sozinho e de cara com o gol, pegou mal. O jogo ficou franco e a torcida voltou a se manifestar. Como quando pediu penalidade sobre Reinaldo quando ele se preparava para finalizar para o gol e Escudero chegou por baixo para tocar primeiro na bola.
O Tigre suportava a pressão que o Metropolitano tentava e ainda aparecia com perigo na frente. Aos 15, João Paulo fez defesa importante em finalização de Everton. Porém, não conseguiu evitar que sua rede balançasse pela terceira vez, poucos minutos depois. Para tal, os tricolores usaram sua principal arma: a bola parada. Paulo Baier bateu falta lateral para que Escudero utilizasse a cabeça para fazer o balão terminar no cantinho. O Metrô chegou ao segundo arremate que parou na trave. Aos 28, Juninho bateu e o poste conteve a tentativa de reação. Os times ainda tiveram ótimas oportunidades de mexer no placar até o final da etapa. Mas quem aproveitou as últimas estocadas foi o Tigre. Aos 42, Lulinha completou para as redes e transformou a vitória em goleada. Placar muito favorável para o time do Sul de Santa Catarina na corrida por vaga na decisão. O Metrô, sem vencer na fase semifinal, tem ânimos esfriados para alcançar tal objetivo.
Fonte:Globoesporte.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.