Cientistas detectam pela primeira vez ecos diretos do Big Bang

Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida (Foto: Steffen Richter/AP)O telescópio BICEP2, que fez descoberta (Foto: Steffen Richter/AP)
Cientistas americanos revelaram nesta segunda-feira (17) a detecção pela primeira vez de ecos do Big Bang, – explosão há cerca de 14 bilhões de anos que deu origem à expansão do cosmos – uma importante descoberta para entender as origens do universo.
A “primeira evidência direta da inflação cósmica” foi observada com um telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica (CfA) de Harvard-Smithsonian.
A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, previstas na teoria da relatividade de Albert Einstein, demonstra a expansão extremamente rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, uma fase conhecida como inflação cósmica.
“A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas”, destacou John Kovac, professor de Astronomia e de Física no CfA e chefe da equipe de investigação BICEP2, que fez a descoberta.
“Era como encontrar uma agulha em um palheiro, mas em seu lugar encontramos uma barra de metal”, disse o físico Clem Pryke, da Universidade de Minnesota, chefe adjunto da equipe.
Para o físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço “representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou”.
Fonte:AFP e G1

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