Casa de Saúde de Santos pretende fechar Pronto Socorro obstétrico

A Casa de Saúde de Santos, no litoral de São Paulo, anunciou que pretende fechar o pronto socorro obstétrico. A decisão valeria já a partir de maio. Esse é o segundo hospital da cidade a adotar essa medida.
O anúncio do fechamento do pronto socorro obstétrico da Casa de Saúde de Santos deixou várias gestantes preocupadas. A psicóloga Suzana Arruda já precisou de atendimento de emergência durante a gravidez, e sabe a importância de um PS especializado. “No início da gravidez eu tive uma crise de bronquite e no PS disseram que não pode dar remédio. Você não pode procurar um PS, não pode tomar qualquer remédio, então vai fazer muita falta’, diz.
Nas outras vezes em que passou mal, Suzana foi até o pronto socorro obstétrico da Casa de Saúde. “O único lugar que a gente tem é o PS obstétrico, porque eles sabem o remédio que você pode tomar”, afirma a psicóloga.
Casa de Saúde de Santos, SP (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Casa de Saúde de Santos, SP
(Foto: Reprodução / TV Tribuna)
Segundo a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo, o PS para gestantes da Casa de Saúde atende 1000 mulheres por mês. Sem esse Pronto Socorro, e com a maternidade da Beneficência Portuguesa que já está fechada, as gestantes que têm plano de saúde podem ter problemas em breve. 
“Se porventura o hospital tem um prejuízo, tem que ter uma reunião no intuito de ter uma melhor renumeração e eles estão certos. Mas que não desfaça uma coisa que já tem uma tradição e que também vai implicar numa dificuldade extrema na assistência obstétrica na cidade de Santos”, explica o presidente regional da Sogesp Sérgio Floriano de Toledo.
Sérgio disse ainda que uma maternidade não pode funcionar se não tiver atendimento de emergência. “A maternidade deverá ter um plantonista 24 horas, no intuito de prover tanto as ocorrências que podem advir antes quanto após o parto”, afirma.
Sem o Pronto Socorro da Casa de Saúde, as gestantes estão preocupadas também com o momento do parto. A Sogesp quer evitar o fechamento do PS obstétrico da Casa de Saúde, marcado para primeiro de maio. E vai fazer uma denúncia no Ministério Público.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo disse que apoia as orientações do Conselho Federal de Medicina, e as normas e resoluções vigentes no país, e que está acompanhando as negociações. Afirmou ainda que as instituições privadas têm direitos constitucionais de adequar suas diretrizes administrativas.
Na segunda-feira (24), está marcada uma reunião entre o Cremesp e a sociedade de ginecologia e obstetrícia. Na segunda também vai acontecer uma reunião entre o presidente da Unimed e representantes da Casa de Saúde. O objetivo é resolver o problema.
Fonte:G1

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