Buscas por avião desaparecido na Ásia são ampliadas ao Oceano Índico nesta sexta

Quanto mais o tempo passa, mais aumenta a área de buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlines. Nesta sexta-feira (14), as operações para encontrar a aeronave se expandiram ao Oceano Índico, em meio a sinais de que o avião pode ter voado durante horas após o seu último contato com o controle de tráfego aéreo.

AP

Mulher caminha por cartões de mensagens deixados para os passageiros a bordo do avião malaio desaparecido, do lado de fora de shopping em Kuala Lumpur, Malásia
A hipótese seguida pelas autoridades é a de que a aeronave, desaparecida desde o último sábado (8) com 239 passageiros, pode ter voado até quatro horas após sumir dos radares e ter ido para longe das áreas de buscas atuais.
“É um jogo completamente novo agora”, disse o comandante William Marks, do U.S. 7th Fleet, que está ajudando nas buscas, em reportagem da CNN. “Passamos de um tabuleiro de xadrez para um campo de futebol”, continuou, comparando o momento atual ao início das buscas, entre o mar da Malásia e do Vietnã.
O USS Kidd, um destroyer dos Estados Unidos, está começando a se mover ao Oceano Índico para iniciar as buscas na área a pedido do governo malaio, de acordo com Marks. Autoridades da Malásia, que estão coordenando as buscas, disseram nesta sexta que a caçada pelo avião estava se espalhando tanto pelo Índico quanto pelo mar do sul da China.
“Uma investigação normal torna-se mais estreita com o tempo, quando novas informações entram em foco nas buscas”, disse Hishammuddin Hussein, ministro encarregado da Defesa e dos Transportes na Malásia. “Mas essa não é uma informação normal. Neste caso, Neste caso, a informação que temos nos obriga a olhar mais longe e mais longe.”
Para Hussein, as buscas estavam sendo ampliadas não por qualquer nova informação sobre o plano de voo, mas porque o avião ainda não foi encontrado. Oficiais malaios se recusaram a dizer quando – ou mesmo se – eles tiveram informações sobre os sinais de satélite emitidos pela aeronave, e se eles revelariam os detalhes quando os identificassem. Segundo Hussein, as buscas têm sido realizadas em conjunto com colegas dos Estados Unidos em Kuala Lumpur desde o último domingo (9).
“Espero ter algo conclusivo em alguns dias”, ele disse durante coletiva de imprensa. Se o avião se desintegrou durante o voo ou sofreu alguma outra falha catastrófica, todos os sinais – os ‘pings’ para o satélite, as mensagens de dados e do transponder – parariam ao mesmo tempo. Especialistas dizem que o piloto ou os passageiros com conhecimento técnico pode ter desligado o transponder na esperança de voar sem ser detectado.
Nenhuma teoria, porém, tem sido descartada de uma das histórias mais misteriosas da aviação. O Boeing 777-200 com destino a Pequim, China, fez sua última comunicação com as estações de tráfego aéreo a oeste da Malásia, enquanto sobrevoava o mar do sul da China – a área foi alvo da maior parte das buscas por dias. Aviões e navios têm ainda procurado a oeste da Malásia, no Estreito de Malaca, porque um radar militar sugeriu que o avião poderia ter ido nessa direção após seu último contato.
Se a aeronave voou por mais quatro horas, poderia ter ido muito mais longe. Navios indianos e aviões têm procurado pelo noroeste da Malásia, no leste do Mar de Andaman e das Ilhas Nicobar, além de ilhas totalmente desabitadas nesta sexta, de acordo com inspetor-geral indiano da Guarda Costeira V.S.R. Murty.
Fonte:IG,CNN e AP

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