Aulas são suspensas devido a atraso de obras de escola em Macaé, no RJ

Júnior Costa

Alunos do Colégio Municipal Generino Teotônio de Luna, no bairro Virgem Santa, em Macaé, no interior do estado do Rio, estão sem aula desde a última segunda-feira (10). A decisão foi tomada pela direção da escola, uma vez que alunos estavam estudando em sistema de rodízio, com turmas dividindo a mesma sala de aula e alunos compartilhando uma única cadeira.
Segundo professores, pais e alunos, a reforma na escola foi iniciada em fevereiro de 2013, com prazo de entrega para dezembro do ano passado. Porém, a escola continua em obras. Quatro novas salas de aulas estão sendo construída no pátio da escola, com material pré-moldado. Durante a tarde da última quinta-feira (13), o portal G1 esteve na obra e um dos funcionários disse que o material não é recomendado.
“Esse material não é recomendado para uma sala de aula. Qualquer batida na parede com cadeira, mesa ou outro material a perede rasga e o outro lado vai ouvir. Não é alvenaria”, contou um operário que trabalhava na obra.
“A decisão de suspender as aulas foi da direção em consenso com pais e professores. Queremos um ambiente digno para o aprendizado e não isso aqui. Alunos do período da manhã estudando em sistema rotativo, cada tuma em um dia da semana. Os menores, do período da tarde, dividindo a mesma sala e até a mesma carteira, porque não temos espaço e muito menos mobiliário”, explicou Vania Schubert, professora orientadora da escola. 
Os dois banheiros dos alunos estavam em fase de acabamento, sendo pintados. Até a sexta-feira da última semana, professores e alunos dividiam o mesmo banheiro. 
“Nada está pronto. Os banheiros começaram a ser reformados no ano passado e até agora não foram entregues. Estávamos dividindo o nosso com os alunos. A promessa era entregar no final do ano passado, não entregaram. Depois prometeram para cinco de fevereiro, não cumpriram. Disseram que depois do carnaval, mas até agora nada. E não sabemos quando vão concluir a obra”, contou Vânia. 
Claudio da Fonseca é professor de história. Disse que a escola está fatiada e que as obras estavam prejudicando o aprendizado dos alunos. Contou ainda que a solicitação do conselho fiscal da escola era a construção de salas de alvenaria com dimensões maiores. Pedido que não foi atendido. 
“A escola está fatiada. Parte dos alunos e a outra para os operários. E obra que está afetando o aprendizado dos alunos, porque ao mesmo tempo que você está na sala ensinando você está ouvindo os ruídos da obra. Nossa preocupação é saber quando teremos a escola pronta. O conselho fiscal pediu ampliação da escola, mas com salas definitivas, feitas de alvenaria. E não com material provisório que está sendo feito para se tornar permanente”, cobrou. 
Enquanto isso, as duas filhas da dona de casa Verônica Laurino se juntam aos 546 alunos sem aulas desde o início da semana. Ela conta que as filhas questionam quando vão voltar para a escola. 
“Elas estão em casa, sem nada para fazer. O ano letivo começou agora e já está prejudicado. Essa obra já era para estar concluída, mas até agora não temos nenhuma previsão concreta. Como mãe estou revoltada”, disse. 

Por meio de nota a Prefeitura garantiu que as aulas no colégio serão retomadas na próxima segunda-feira (17). Disse ainda que alguns acabamentos ainda serão feitos na unidade, porém sem oferecer qualquer tipo de risco à segurança e saúde das crianças. Todas as quatro novas salas do colégio possuem janelas; serão instalados ar condicionado e a metragem de cada sala é de 32,5 metros quadrados. Na reforma, o refeitório e a cozinha foram ampliados também. A secretaria de Educação informa que já possui o mobiliário para as novas salas. Disse também que, nos últimos meses, o governo municipal registrou a marca de nove inaugurações de escolas municipais e que elas estão atendendo alunos das modalidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Fonte:G1

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