Atlético-PR usou verba de reforma de estádio para contratar jogador

Curitiba, por muito pouco, não ficou de fora da Copa do Mundo de 2014. Com atrasos nas obras, a CAP S/A, empresa criada pelo clube para reformar a Arena da Baixada, recebeu um ultimato da Fifa e teve que correr atrás do prejuizo para não passar a vergonha de ser excluída do Mundial do Brasil. 
Com dinheiro público para realizar a obra (sendo 131,1 milhões de reais do BNDES e outros 95,3 milhões de reais do governo paranaense), além de um fundo do próprio clube (38 milhões de reais), a empresa chegou a afimar que a verba só daria para realizar as obras até fevereiro deste ano, ressaltando que precisaria de mais 65 milhões de reais com o governo estadual, via BNDES para tocar a obra (a aprovação da remessa deste montante ainda não foi feita).
Nesta terça-feira, no entanto, segundo informações da Folha de S. Paulo, foi divulgado que o clube utilizou 1,5 milhão de reais do fundo da CAP S/A para comprar 50% do passe do lateral-direito Léo, do Vitória. O jornal publicou, inclusive, um comprovante da transferência efetuada em 26 de dezembro de 2013. O detalhe é que a negociação não foi concretizada e o clube tenta reaver o valor depositado na conta do clube baiano.
Reginaldo Cordeiro, secretário da Copa em Curitiba, afirmou à Folha que “a CAP S/A é uma empresa de propósito específico: a reforma do estádio”, mas parece que o clube paranaense não entendeu desta forma e utilizou a verba para reforçar o time. Procurada pelo jornal, a diretoria do Atlético-PR não respondeu às perguntas da reportagem.

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