Asfalto afunda em avenida de Porto Velho e fluxo de caminhões é proibido

Ivanete Damasceno

Apenas veículos pequenos podem passar no trecho alagado da Avenida Rogério Weber (Foto: Ivanete Damasceno/G1)Apenas veículos pequenos podem passar no trecho alagado da Avenida Rogério Weber (Foto: Ivanete Damasceno/G1)
A Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) de Porto Velho interditou, nesta quarta-feira (26), o tráfego de caminhões no trecho alagado da Avenida Rogério Weber próximo ao 5° Batalhão de Engenharia e Construção (BEC). O local serve de acesso à estrada do Santo Antônio e veículos pesados foram impedidos de passar por medida de segurança. O Rio Madeira chegou ao nível de 19,64 metros nesta quarta, segundo aferição da Agência Nacional de Águas (ANA).

O motorista Raimisson Ferreira diz que seguia pela rua interditada para abastecer o veículo com combustível em uma plataforma construída na margem do rio, após o início da cheia. A Rogério Weber é rota obrigatória para motoristas que transportam a carga para uma distribuidora da capital. “Estou aguardando uma resposta da empresa para saber se devo continuar aqui”, diz o motorista.
Já João Pessoa Novaes, conhecido como Balinha, diz que passar pelo local é muito perigoso, e os motoristas não podem ser responsabilizados. “Concordamos com a interdição, pois nós já transportamos um produto inflamável, e se tivermos contato com a água e energia, é muito perigoso”, diz.
“Não tem como trabalhar desse jeito”, diz o motorista Antônio Rodrigues de Oliveira sobre a água que cobre a pista.
De acordo com a Semtran, a medida é para dar maior segurança aos motoristas e as pessoas que trafegam pelo local. “Os veículos menores, não temos como impedir, até porque tem um hospital aqui perto que os pacientes precisam de atendimento”, explica Ariston Amaral, diretor da Divisão de Fiscalização e Operação de Trânsito. A equipe da Semtran deve ficar no local das 6h às 00h.
A Secretaria Municipal de Obras (Semob) informou que a vistoria concluiu que o asfalto está cedendo, porém, qualquer obra só poderá ser realizada quando as águas da cheia histórica baixarem. Na terça-feira (25) estiveram reunidos representantes da Semob, Semtran, Exército e Defesa Civil, para alinhar um planejamento estratégico que deverá ser feito com a participação de moradores da região.
Outro trecho da Avenida Rogério Weber, na região central de Porto Velho, também está comprometido há mais de um mês, desde o início da cheia histórica do Rio Madeira.
Fonte:G1

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