Araras unidas Rio 2" estreia nesta quinta nos cinemas

Depois do sucesso de “Rio” em 2011, o diretor brasileiro Carlos Saldanha partiu para a sequência “Rio 2”. Se na primeira animação a ararinha azul Blu precisava aprender a voar e conhecer seus instintos, agora voltar às suas origens e ser aceito por uma nova família é seu grande desafio.
E, assim como Blu, deixamos o Rio de Janeiro e embarcamos em uma divertida viagem rumo à Amazônia, no que parece ser um resgate à nossa brasilidade, com novos ritmos e paisagens, fazendo dessa sequência, muito mais diversa cultural e visualmente.
Blu (Jesse Eisenbarg) e Jade (Anne Hathaway) vivem com seus filhotes Carla (Rachel Crow), Bia (Amandla Stenberg) e Tiago (Pierce Gagnon) em uma bela casa, aos cuidados de Túlio (Rodrigo Santoro) e Linda (Leslie Mann), agora casados. O problema é que eles vivem como humanos e isso incomoda Jade, que tenta manter instintos selvagens nos pequenos.
Blu acaba cedendo às investidas da esposa, e a família de ararinhas azuis vai para a Amazônia, para que os filhotes conheçam a vida na floresta. Blu, munido de sua pochete e GPS, é seguido pelos amigos, Rafael (George Lopez), Nico (Jamie Foxx), Pedro (Will.I.Am) e Luiz (Tracy Morgan), que também procuram por novos talentos para o Carnaval.
Ao mesmo tempo, o vilão Nigel (Jemaine Clement) quer vingança. Após ter suas asas cortadas e não poder voar, ele se dedica à dramaturgia e tem seus dotes explorados por comerciantes do Amazonas. Isso até ele fugir com a ajuda de seus novos aliados, a pequena rã tóxica, Gabi (Kristin Clenoweth) e o prestativo Tamanduá Carlitos, e partir ao encontro de Blu.
A surpresa ocorre quando, ao chegarem no coração da floresta, a família descobre que não são as únicas araras azuis do mundo. Um bando delas habita a Amazônia e é liderado pelo pai de Jade, Eduardo (Andy García), que ela pensava estar morto.
A partir daí, Blu terá de lidar com um novo ambiente, onde seus modos domesticados não são bem-vindos e tentará se adaptar ao bando, agradando ao sogro e demarcando território contra o galante Roberto (Bruno Mars), amigo de Jade. Mas a Amazônia guarda outros perigos e suas riquezas são cobiçadas por um coronel que tenta desmatar a região.
Diversidade
Como sequencia de um grande sucesso, “Rio 2” parece manter o padrão de qualidade da primeira animação. E não são apenas as novas paisagens que encantam o espectador, mas também a nova mistura de sons e o carisma dos personagens, o maior triunfo do longa.
A saída do Rio de Janeiro, garante maior diversidade de cenários, texturas e cores trabalhadas pelo diretor e sua equipe de arte. Seja no brilho do Rio Amazonas ao luar, seja na vasta e diversa vegetação da floresta ou mesmo pelo colorido das aves e das novas espécies de animais apresentadas, “Rio 2” ganha um visual bem mais exuberante.
Um dos pontos fortes do filme, a trilha sonora garante também mais riqueza de ritmos. Apesar da clara influência norte-americana em batidas que lembram o hip hop em uma ou duas canções, o que prevalece é a brasilidade, com números que passeiam pelo samba, carimbó e maracatu. Exemplo disso é o grande encontro das araras-azuis, que dançam em roda.
Um dos momentos mais interessantes e cômicos é a opereta protagonizada por Nigel e Gabi; uma dramática encenação de amor proibido. Segundo Saldanha, a composição original de Carlinhos Brown era totalmente diferente e ganhou nova versão do americano John Powell.
Quando o assunto é a narrativa, nada mais interessante do que abordar novas e abrangentes questões em relação aos desafios de Blu, mas também ao meio ambiente. Em “Rio 2”, essa perspectiva evolui quando o assunto deixa de girar em torno apenas das araras azuis e do tráfico de aves, mas entra na questão da preservação da floresta amazônica como um todo, mostrando que humanos e animais podem conviver pacificamente e lutar pela sobrevivência da natureza.
Anamélia Sampaio

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