Anitta revela diagnóstico de Epstein-Barr; entenda vírus causador da ‘doença do beijo’


Mononucleose infecciosa é comum e pode apresentar sintomas parecidos com outras doenças de inverno. Mas é preciso ter cuidado para que ela não evolua. Anitta vence categoria de artista latina favorita no American Music Awards
Aude Guerrucci/Reuters
Anitta revelou que foi diagnosticada com o vírus Epstein-Barr, conhecido como causador da “doença do beijo”, há poucos meses. Ela contou sua experiência durante o lançamento do documentário “Eu”, produzido pela atriz Ludmilla Dayer para falar de sua luta contra a esclerose múltipla – doença que, segundo ela, foi causada pelo vírus.
A cantora disse que passou “pelo momento mais difícil da [sua] vida” quando a doença foi confirmada. Segundo ela, a relação com Ludmilla foi importante para que conseguisse se tratar no começo da infecção.
O que é a doença do beijo?
A mononucleose infecciosa, também conhecida como “doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr através da saliva. Apesar do nome popular, não é apenas o beijo que pode transmiti-lo: objetos como escova de dente, copos ou talheres compartilhados com uma pessoa infectada também.
É muito frequente nas grandes cidades, principalmente durante o Carnaval, e costuma atingir pessoas entre 15 e 25 anos, segundo o Ministério da Saúde.
Seu período de transmissibilidade pode durar um ano ou mais. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), passada a infecção, o vírus se torna inativo no corpo do paciente, podendo ser reativado de forma assintomática em alguns casos.
Quais os sintomas
Em muitos casos, a mononucleose se manifesta de forma assintomática. Por isso, as pessoas podem transmitir sem sequer saber que estão com o vírus.
Quando há sintomas, eles podem ser confundidos com os de outras doenças respiratórias comuns. Por isso, uma boa maneira de confirmar o diagnóstico é por meio de um exame sorológico para identificar a presença de anticorpos.
Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode causar:
febre alta;
dor ao engolir;
tosse;
dor nas articulações;
inchaço no pescoço;
irritação na pele;
amigdalite;
fadiga;
Inchaço do fígado.
Evolução e tratamento
A maior parte das pessoas se cura em poucas semanas. Mas há uma pequena proporção, de acordo com o Ministério, que leva meses para recuperar seus níveis de energia anteriores, com um estado de fadiga prolongado.
Não existe tratamento. Mas o uso de corticoides pode ser útil em casos graves de complicação com obstrução de vias aéreas, diminuição de plaquetas no sangue com risco de hemorragia ou anemia hemolítica (quando os anticorpos naturais do organismo destroem as hemácias (glóbulos vermelhos).
Relação com a esclerose
A investigação sobre uma possível relação entre o vírus e o desenvolvimento de esclerose múltipla, como relata a atriz Ludmila Dayer, é estudada há anos por cientistas e médicos.
Ainda não há uma confirmação, mas em janeiro, um estudo realizado por cientistas da Universidade Harvard forneceu a evidência mais forte sobre esta relação até o momento. A pesquisa foi feita com mais de 10 milhões de militares e mostrou que praticamente todos os casos de esclerose aconteceram após uma infecção pelo vírus.

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