“Além do Horizonte” melhora, mas ainda não empolga

Quem acompanha “Além do Horizonte” percebeu que a novela ganhou novos contornos. Não que enredos como o da Besta e o da busca pela felicidade numa comunidade bem suspeita tenham desaparecido. Mas o ar sombrio deu lugar a um clima mais leve e descontraído.

Claro, tudo faz parte da estratégia da Globo para barrar a rejeição à sua novela das sete, escrita por Carlos Gregório e Marcos Bernstein. Os autores acertaram o tom, ao mesclar mais comédia com aventura e suspense, dando um novo ritmo, embora a audiência ainda esteja fora dos trilhos – ou da meta esperada para a faixa.

Depois de preocupar, chegando à casa dos 15 pontos, “Além do Horizonte” tem oscilado entre 20 e 22 no Ibope (cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande São Paulo). No dia 24/02, atingiu seu recorde: 25 de média. O início traumático, no entanto, fez com que média geral (até o capítulo 100) ficasse num patamar desanimador: 19 pontos. Vale lembrar que, no horário, a Globo espera algo em torno dos 30 pontos (arriscaria dizer que, na realidade atual, entre 25 e 30 já estaria de bom tamanho).

De qualquer forma, vamos aos pontos que contribuíram para a reação e para que a trama se tornasse mais atrativa. A troca entre os casais centrais foi muito bem-vinda: Celina (Mariana Rios, com mais espaço e status de protagonista) com William (Thiago Rodrigues) tem mais a ver, assim como Lili (Juliana Paiva) com Marlon (Rodrigo Simas). Mas é novela, e os encontros e desencontros recomeçaram.

Outros personagens do núcleo jovem (que surgiram como apostas), por sua vez, perderam espaço. É o caso de Rafa (Vinícius Tardio), Paulinha (Cristiana Ubach) e Vitória (Letícia Colin), confinados na sinistra comunidade escondida na Amazônia. Enquanto isso, Priscila (Laila Zaid), Álvaro (Rômulo Estrela), Inês (Maria Luísa Mendonça), Selma (Luciana Paes) e Rita (Mariana Xavier) ganharam mais destaque, merecidamente.

Já Igor Angelkorte surpreendeu. Se seu Marcelo não convencia enquanto estava noivo de Lili e o ator não gerava empatia, houve uma reviravolta. O personagem está mais divertido em sua relação com Priscila e às voltas com os conflitos e armações da mãe e do melhor amigo – Inês e Álvaro, respectivamente. À vontade em cena, o ator é uma das revelações da história.

O fato é que, após tentativa de inovar, “Além do Horizonte” está mais folhetinesca, próxima da telenovela tradicional. E passaram a dar atenção a um detalhe para o qual já havia alertado aqui no blog: o público se tornou cúmplice dos mistérios, passou a saber quem é quem e identificar melhor as intenções dos personagens – algo que não estava claro de início.

LC, papel de Antonio Calloni, é um que ainda é difícil de entender, mas faz parte do jogo (pelo menos, é um só; não uma novela toda confusa). E as oscilações do personagem tem a ver também com o perfil bom moço do ator, que agora o telespectador estranha na pele de um canalha. Será mesmo? Vamos ver se na reta final “Além do Horizonte” empolga!

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