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PGR isenta Dilma de responsabilidade pela compra de refinaria

Mariana Oliveira

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento de apuração aberta para averiguar se houve irregularidade na aprovação da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006, por parte do Conselho de Administração da Petrobras e da presidente Dilma Rousseff, que presidia o conselho à época.
A investigação foi pedida em março por um grupo de senadores da base aliada e de atuação independente, entre eles Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Ana Amélia (PP-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Cristovam Buarque (PDT-RS) e Pedro Simon (PMDB-RS).

O procurador entendeu que não é possível “imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie” aos integrantes do conselho.  O documento foi assinado na terça-feira (22) e divulgado nesta quarta (23).
A compra de Pasadena é alvo de investigações do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de superfaturamento. Em 2006, estatal pagou US$ 360 milhões à empresa belga Astra Oil para adquirir 50% da refinaria. No ano anterior, essa mesma parte havia sido comprada pela empresa belga por US$ 42 milhões.
Em 2008, após desentendimentos com a Astra Oil, a Petrobras foi obrigada a pagar US$ 820,5 milhões para comprar a outra metade, totalizando US$ 1,18 bilhão pela compra. A presidente Dilma e outros integrantes do conselho aprovaram o negócio.
Para procurador, o conselho “não foi adequadamente informado acerca do conteúdo do contrato, pois os mencionados documentos indicavam a regularidade da instrução do feito, inclusive no tocante ao preço, justificado na análise satisfatória de renomada empresa do mercado financeiro”.
“Ainda que se esteja diante de uma avença malsucedida e que importou, aparentemente, em prejuízos á companhia, não é possível imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etadas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram seguidos”, avaliou Janot.
Rodrigo Janot disse que as informações prestadas pela Presidência “afastam a acusação de conduta doloso ou culposa que possa ser atribuída ao Conselho de Administração da Petrobras de ter dado causa aos prejuízos advindos da referida operação, sendo desnecessário o prosseguimento da instrução”.
O procurador destacou, no entanto, que “salta os olhos” que algumas cláusulas tenham sido omitidas do conselho e que o caso seguirá sob apuração nos “órgãos competentes”.
Fonte:G1

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Substituta de Marcelo Rezende faz comentários preconceituosos, diz colunista

Por Lucas Medeiros

Fabíola comanda o "Cidade Alerta"
Fabíola comanda o “Cidade Alerta”
Apresentadora do “Cidade Alerta” de sábado e cobrindo as férias de Marcelo Rezende desde a última segunda-feira, Fabíola Gadelha deu o que falar com seus comentários após as reportagens exibidas. Tudo porque eles pareceram preconceituosos para algumas pessoas.
É o caso da colunista Janaína Nunes, que em sua página, criticou algumas falas da jornalista, como “Se encontrar com esse cara rua, já sei que é bandido. Olha a cara dele” e “Nossa, esse é feio demais. Como é feio esse rapaz”, achando as colocações ofensivas e exageradas.
Para ela, não fica bem para um apresentador dizer esse tipo de coisa na TV, já que bandido não tem cara e que esse tipo de comentário na TV pode influenciar as milhares de pessoas que acompanham o programa. Mas não é só isso que Fabíola está desagradando alguns.
De acordo com a publicação, há rumores nos bastidores de que Fabíola, que é apadrinhada por Rezende, mudou seu comportamento após apresentar o programa, deixando de ser humilde e já está sendo chamada de intolerante. E não para por aí!
Até pouco tempo, ela ganhava R$ 5 mil na Record. Após argumentar que teria sido convidada por Luiz Bacci para ir para Band, Fabíola teria conseguido um bom aumento. Será?

Fonte: TV foco
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Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna

Em março de 2010, Ariano Suassuna deu uma aula-espetáculo durante o Festival de Teatro de Curitiba (Foto: Lenise Pinheiro / Folhapress)Em março de 2010, Ariano Suassuna deu uma aula-espetáculo durante o Festival de Teatro de Curitiba (Foto: Lenise Pinheiro / Folhapress)
Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico.
A cirurgia durou aproximadamente uma hora e ele havia passado a noite bem, sendo transferido para a UTI neurológica. A operação foi feita para a colocação de dois drenos que controlariam a pressão intracraniana. Na noite de terça-feira (22), o quadro dele se agravou, devido a “queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada”, conforme foi informado em boletim.
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.
Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.
Na aula-espetáculo, Ariano mistura causos, informações sobre elementos da cultura popular nordestin a (Foto: Costa Neto / Secretaria de Cultura de Pernambuco)Na aula-espetáculo que ministrou no Festival de Inverno de Garanhuns, na semana passada, mais uma vez Ariano misturou causos, informações sobre elementos da cultura popular nordestina; o grupo Arraial foi o convidado para os números de música e dança (Foto: Costa Neto / Secretaria de Cultura de Pernambuco)
Ativo até o fim
Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra”, disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.
Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada.  Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.
No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.
Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.
Com montagem d'O Auto da Compadecida no Rio de Janeiro, Ariano conquistou a crítica brasileira (Foto: Acervo pessoal / Ariano Suassuna)Com montagem d’O Auto da Compadecida no Rio de Janeiro, Ariano conquistou a crítica brasileira (Foto: Acervo pessoal / Ariano Suassuna)
Obra
A primeira peça do escritor, “Uma mulher vestida de sol”, ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, “O Auto da Compadecida”, em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.
O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de “A pedra do reino”.
Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.
Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.
Fonte:G1


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