Presidente do Banco do Brasil pagou multa para se livrar da Receita

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Receita questionou evolução do patrimônio de Aldemir Bendine em 2010

Executivo não informou origem de recursos usados para comprar apartamento pago com dinheiro em espécie

LEONARDO SOUZA

DO RIO

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, pagou multa de R$ 122 mil à Receita Federal para se livrar de questionamentos sobre a evolução de seu patrimônio pessoal e um apartamento pago com dinheiro vivo em 2010.

Bendine foi autuado por não comprovar a procedência de aproximadamente R$ 280 mil informados em sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. Na avaliação da Receita, o valor de seus bens aumentou mais do que seus rendimentos declarados poderiam justificar.

Dirigente da maior instituição financeira da América Latina, Bendine tem por hábito declarar que mantém dinheiro vivo em casa, de acordo com documentos aos quais a Folha teve acesso. Ele informou em suas declarações à Receita ter recursos em espécie quatro anos seguidos, entre 2009 e 2012, no valor de pelo menos R$ 400 mil.

Bendine entrou no radar da Receita Federal em 2010, quando a Folha revelou que ele comprara um apartamento no interior de São Paulo pelo valor declarado de R$ 150 mil, pagos integralmente em espécie. O executivo também declarou ter feito obras no imóvel no valor de R$ 50 mil.

Ao justificar a legalidade da transação imobiliária, ele informou que declarou à Receita possuir R$ 200 mil em dinheiro vivo em casa, guardados desde 2009.

Em 2012, os auditores da Receita enviaram a Bendine um extenso questionário sobre suas despesas em 2010, perguntando quanto ele gastara com seus cartões de débito e crédito, com saúde, educação e outras despesas.

O executivo prestou as informações solicitadas, mas não convenceu. Em novembro de 2012, foi autuado em R$ 151 mil, incluindo multa e juros. Ele não contestou a autuação e pagou o auto à vista, ganhando um desconto. Assim, a conta caiu para R$ 122.460.

Bendine diz que não discutiu com a Receita a origem dos recursos usados na compra do apartamento e diz que o auto de infração resultou de um mero erro em sua declaração à Receita. Mesmo depois de identificar o erro, ele não retificou a declaração.

QUESTÃO FAMILIAR

Questionado pela Folha, Bendine não quis falar sobre o dinheiro, alegando tratar-se de uma questão familiar.

Não é crime comprar imóveis com recursos em espécie. Assim como não é crime guardar dinheiro embaixo do colchão. Mas essas práticas são consideradas pelo Fisco como sinais de sonegação de tributos e por isso despertam a curiosidade dos auditores.

O dinheiro passado de mão em mão, sem circular pelo sistema bancário, não pode ser detectado pelos controles da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“Que razões haveria para alguém guardar uma alta soma em vez de pôr numa conta bancária, numa aplicação?”, pergunta o diretor de Relações Institucionais do Instituto Justiça Fiscal, Dão Real Pereira dos Santos, ex-superintendente da Receita Federal no Rio Grande do Sul.

Ele fez uma análise do caso a pedido da Folha, sem ser informado do nome do contribuinte. “É uma situação em que naturalmente se inverte o ônus da prova”, afirmou. “Numa situação normal, o Fisco teria que correr atrás das provas. Nessa situação, não. Cabe ao contribuinte explicar por que tem esse dinheiro guardado em casa.”

Não foi apenas em 2009 que Bendine declarou ter R$ 200 mil em casa. No ano seguinte, ele voltou a informar ter a mesma quantia em espécie, após a aquisição e a reforma do apartamento. Ou seja, ele passou a ter novamente R$ 200 mil em dinheiro. Em 2011, declarou ter R$ 100 mil. Em 2012, R$ 50 mil.

O presidente do Banco do Brasil afirmou que adotou esse procedimento por considerá-lo na época a melhor maneira de corrigir o erro cometido no preenchimento de sua declaração, mas reconheceu que o correto teria sido apresentar uma declaração retificadora à Receita Federal.

Como determina a lei, o pagamento imediato do auto de infração, como fez Bendine, obriga a Receita a arquivar o caso, o que elimina a possibilidade de comunicar ao Ministério Público Federal a prática de eventuais crimes fiscais cometidos pelo contribuinte. O caso de Bendine foi arquivado em janeiro deste ano.

Fonte: UOL


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Imagens do dia – 28 de agosto de 2014

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Casal em SP aluga apartamento onde mora para curtas, ensaios e criação

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Na cama de casal, um ator e uma atriz ensaiam uma cena de sexo. Ali ao lado, num quarto todo rosa e cheio de desenhos e bichos de pelúcia, outras três atrizes encenam uma discussão. Na sala de estar, diretor e diretor de fotografia debatem se é melhor rodar o curta com muitos planos ou com apenas um só.

“Entra. Não repara a bagunça”, diz a atriz e preparadora de elenco Nara Sakarê, 47, apresentando o apartamento de dois cômodos onde mora, no Itaim Bibi, bairro nobre na zona oeste de São Paulo.

Há dois anos, ela e o marido, o roteirista André Collazzi, 39, abrem a própria casa para servir de espaço a locação de curtas, ensaio de cenas, criação de roteiros e experimentos cinematográficos. “Isto aqui não é uma produtora, é um conceito”, afirma Nara.

Ap. 43Ap. 43

Pelo AP43, como batizaram o grupo de pesquisa em cinema, orbitam 24 atores, quatro roteiristas, três diretores, além de 16 técnicos —diretores de arte, de fotografia, montadores, etc.—, fora cineastas como Roberto Gervitz (“Jogo Subterrâneo”) e André Sturm (“Bodas de Papel”), que foram ver de perto o que se passa ali.

Dali já saíram quatro curtas-metragens —três em estágio de pós-produção e outro, “Canino”, que será enviado para festivais internacionais.

“Para cada cena aqui, me forço a dar uma solução estética completamente distinta da que eu daria se estivesse na correria de um filme”, afirma Gustavo Raulino, sentado no sofá da sala de estar do apê.

O diretor Roberto Gervitz usou o AP43 para fazer leituras dramáticas do roteiro de seu mais recente longa-metragem, “Mãos de Cavalo”, adaptação de romance homônimo do escritor Daniel Galera.

Às vésperas de rodar o filme, que deve chegar aos cinemas no ano que vem, uma das atrizes que havia escalado abandonou o projeto. Gervitz foi achar ali a substituta, a atriz Áurea Maranhão.

PRODUÇÃO CASEIRA

Preparadora de elenco em filmes como “Cidade de Deus” (2002), Nara Sakarê procurava um canto para treinar atores de teatro que queriam aprender atuação em cinema.

“Mas eu não aguentava mais sala de ensaio, onde se põe mesa, cadeira e copo d’água e se pede pros atores imaginarem que estão num outro lugar. Tinha que ser uma casa de verdade. Se é pra fingir que toma banho, então tinha que ser num chuveiro mesmo”, diz.

O marido vez ou outra topava com uma atriz berrando em cima da mesa da sala, só de calcinha. “Percebi que algumas das coisas que eles estavam ensaiando poderiam render cenas”, conta o roteirista.

Passaram a filmar o processo, documentado no site do projeto. Amigos, como os diretores Alexandre Carvalho (“Do Lado de Fora”) e o curta-metragista Gustavo Raulino, ficaram curiosos. Apareceram outros técnicos de cinema.

“Não é só o ator que fica sem praticar entre um filme e outro. Os técnicos também têm essa necessidade de exercício constante”, afirma Nara.

Às terças e quartas, os atores desenvolvem cenas a partir de personagens que gostariam de interpretar. Às sextas, filmam. E às segundas? “Aí é o dia da minha casa, ninguém nem passa perto”, diz Nara.

As mais de 40 pessoas que circulam por ali pagam uma ajuda de custo, cujo valor os donos não revelam.

Nara diz que não divulga muito o AP. “As pessoas vêm mais pelo boca a boca. Mas para entrar na minha casa, é como um namoro: tenho que me interessar artisticamente.”

Uma das regras ali é que as produções sejam rodadas pelo menos 80% dentro do AP43, o “ator principal do elenco”, segundo Nara.

Há reflexos disso em quase todos os cômodos: a pia do banheiro foi removida para outra parede só para dar mais recuo para a câmera; no quarto do casal, há dois papéis de parede diferentes, resultado da ambientação para um curta.

O diretor Roberto Gervitz pretende rodar um curta no local. “Ali dá para aprofundar a relação, com os atores, o que não é possível num set pela falta de tempo”, afirma.

São 17h30. Filmado pelo diretor de fotografia André Szilágyi, um casal de atores ensaia uma cena dramática. Angela Ribeiro faz uma mulher frustrada por não ter filhos, que coleciona em garrafas o próprio leite que extrai dos seios. Exausto, o marido (Ricardo Fialho) a abandona.

A campainha toca. Com uma mochila nas costas, volta da escola Maria Rosa, 5, filha do casal de verdade, os donos do apartamento.

Collazzi, o pai, leva a menina para o quarto. “Ela vê toda essa movimentação e sempre me pergunta: isso é cena ou é de verdade?’.”

*

MINHA CASA, MEU FILME
Três projetos que já saíram do AP43

“Mãos de Cavalo”
O longa de Roberto Gervitz, ainda não lançado, usou o apartamento para leituras de roteiro, teste de atores e ali escalou uma das atrizes principais: Áurea Maranhão

“A Festa”
Primeira produção do lugar, o curta dirigido por Marcelo Souza e Alexandre Carvalho acompanha o resultado de uma improvisação de cinco horas

“Canino”
No curta de Lucas Fazzio, um homem que trabalha com próteses dentárias é casado com uma mulher que ficou tetraplégica

Fonte: UOL


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