Pesquisa: Camilo ganha três pontos, Eunício fica estável e lidera

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A terceira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha revela que Camilo Santana (PT) oscilou três pontos percentuais para cima, chegou a 34% e encurtou para sete pontos sua distância para Eunício Oliveira (PMDB) na disputa pelo governo do Ceará. 
O peemedebista se mantém estável na liderança, com 41% e sem qualquer oscilação depois de duas semanas. O crescimento de Camilo ocorreu tirando votos basicamente de Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (Psol), que oscilaram negativamente um ponto cada e ficaram com 3% e 1%, respectivamente.
Com 51% dos votos válidos, Eunício poderia hoje ser eleito no 1º turno. Porém, como a pesquisa possui margem de erro de três pontos para mais ou para menos, ainda existe possibilidade de segundo turno no Estado. Essa é a primeira pesquisa Datafolha que traz projeção de votos válidos, forma oficial de divulgação do resultado das eleições e que exclui eleitores indecisos e votos brancos e nulos. Considerando a variação máxima da margem de erro, o peemedebista poderia oscilar entre 48% e 54%.
A pesquisa simula ainda cenário de segundo turno entre Eunício e Camilo. Pela projeção, o peemedebista venceria com 45% das intenções de voto, contra 37% do petista. Já brancos e nulos somam sete pontos. 11% dos eleitores se declararam indecisos. Os dados acima integram a pesquisa estimulada, quando é apresentada ao eleitor uma lista com os nomes dos candidatos. Neste tipo de pesquisa, 8% dos entrevistados disseram ainda votar em branco ou nulo e outros 13% se afirmaram indecisos.
Já na pesquisa espontânea, quando o eleitor diz em quem pretende votar sem ver lista com nomes, Eunício cresce acima da margem de erro e passa de 19 para 25 pontos. Já Camilo oscila positivamente um ponto, alcançando 19%. Apesar de não disputar eleição, o governador Cid Gomes (Pros) foi outro nome a ser lembrado pelos eleitores, alcançando 1%.
Além de liderar as intenções de voto, Eunício Oliveira também aparece com a menor taxa de rejeição, que permanece estável em 17%. Nessa pesquisa, onde os eleitores dizem em qual candidato não votariam de jeito nenhum, Ailton Lopes e Eliane Novais lideram, com 30% cada. Camilo aparece com 21% de rejeição.
Reta final
Essa é a terceira pesquisa de uma série realizada pelo O POVO em parceria com o jornal Folha de S. Paulo. Ela ouviu 1,2 mil eleitores com em 47 municípios do Ceará, entre os dias 18 e 19 de setembro – uma semana após ciclo de sabatinas do O POVO com candidatos ao Governo.
O levantamento baliza a situação dos candidatos no início da reta final da disputa, com um mês de campanha em rádio e TV e pouco mais de duas semanas até a eleição. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números CE-00022/2014 e BR-00695/2014.
MULTIMÍDIA
Confira mais análises e comente a pesquisa O POVO/Datafolha no blog Eleições 2014. http://bit.ly/1uPSHtp

Músico Leonard Cohen celebra 80 anos e edita novo álbum

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“Popular Problems”, 13º disco de carreira, “reflete o mundo em que vivemos”, afirmou Leonard Cohen esta semana em Londres

O músico e escritor canadiano Leonard Cohen cumpre hoje 80 anos, nas vésperas de editar o álbum “Popular Problems”, que aborda preocupações e dilemas do mundo atual.

Considerado um dos maiores escritores de canções da segunda metade do século XX, Leonard Cohen celebra os 80 anos de vida, e mais de quarenta de música, com um álbum que fala de guerras, religião, amor e morte.

“Popular Problems”, 13º disco de carreira, “reflete o mundo em que vivemos”, afirmou Leonard Cohen esta semana em Londres, num encontro com jornalistas, explicando que o álbum reúne “uma ampla paleta de géneros”, como gospel, country e blues.

Apesar da idade, o músico tem estado mais ativo desde 2008, ano em que encetou uma nova digressão internacional, depois de uma ausência de 15 anos, e editou o álbum “Old Ideas” (2012).

Sobre o novo álbum, marcado por uma característica voz cavernosa e grave, Leonard Cohen afirmou que é atravessado por um sentimento que é identificável por todos: “Toda a gente sofre e toda a gente luta por ser alguém, por ser reconhecido. É preciso perceber que a luta de um é igual à luta de qualquer outro; e o sofrimento também. Creio que nunca se chegará a uma solução política se não se perceber esta ideia”.

“Popular Problems” inclui temas como “Almost like the blues”, “Born in chains”, que admitiu ter demorado décadas a concluir, e “A Street”, escrito logo após os atentados de 11 de setembro de 2011 em Nova Iorque, mas só agora revelado.

Há ainda o tema “Nevermind”, que conta com uma voz feminina a cantar em árabe, representando “os oprimidos” e as vítimas anónimas dos conflitos armados.

Questionado se uma canção pode oferecer soluções para problemas políticos, Leonard Cohen respondeu: “Eu penso que a canção é, ela mesma, uma espécie de solução”.

Leonard Cohen publicou o primeiro álbum, “Songs of Leonard Cohen”, em 1967, já depois de ter feito trinta anos e de ter revelado a faceta literária, em particular com o livro de poesia “Let us compare mythologies” (1956) e o romance “O Jogo preferido”, (1963).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

Agência Lusa

Sociedade de Nefrologia Pediátrica quer consultas de transição para doentes renais crónicos

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“Pretendemos que haja, seja implementada e obrigatória, uma consulta de transição em que esteja o colega de adultos. Uma espécie de passagem de testemunho”, vincou Caldas Afonso

A Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica quer que as consultas de transição, da infância para a idade adulta, de doentes renais crónicos sejam em definitivo criadas nos estabelecimentos de saúde, avançou o presidente desta entidade.

Pela convicção de que a “partilha” entre especialistas de crianças e de adultos é “benéfica” para o sucesso do tratamento, a discussão em volta das consultas de transição é um dos temas em destaque na 47.ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Nefrologia Pediátrica, que teve início quinta-feira e se prolonga até sábado no Porto.

Em declarações à Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica, Caldas Afonso, disse que os médicos pediatras “cada vez mais passam doentes crónicos que antes morriam e, logo, os colegas de adultos manifestam necessidade em ganhar experiência com estes jovens doentes quando os recebem”.

“São doentes que nos acompanham ao longo de uma vida: uma criança que cresce e é um jovem, um adolescente, e é preciso continuar com rotinas, com tratamentos. O ambiente pediátrico é muito personalizado. O ambiente de adultos é muito impessoal”, descreveu Caldas Afonso.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica disse que as famílias das crianças passam por “uma relutância muito grande” no momento da passagem “para o colega de adultos”, pelo que defendeu que o processo seja discutido a nível nacional e internacional para que seja “calmo e programado”.

“Pretendemos que haja, seja implementada e obrigatória, uma consulta de transição em que esteja o colega de adultos. Uma espécie de passagem de testemunho”, vincou Caldas Afonso.

O responsável falava à Lusa no âmbito de um encontro europeu de nefrologia pediátrica que se realiza pela segunda vez em Portugal – a última vez ocorreu há 30 anos – e que junta cerca de oito centenas de especialistas da área, 90% dos quais estrangeiros e 30% de fora da Europa, conforme dados da organização.

A discussão à volta de uma nova proposta de tratamento para a cistinose, “patologia que tem grande mobilidade e rapidamente conduz a uma insuficiência renal crónica terminal com necessidade de diálise e transplante”, é outro dos destaques deste evento, no qual se iniciaram formações para jovens especialistas.

“São cursos dedicados a jovens pediatras e nefrologistas pediatras. O curso vai prolongar-se até os próximos dois congressos, ou seja, estendendo-se por três anos. Aos países que têm menos condições formativas, porque muitos deles nem têm especialistas, foram dadas bolsas para permitirem que estejam aqui representados e em formação”, descreveu Caldas Afonso.

O encontro junta pela primeira vez três sociedades da área: a EWOPA (European Working Group on Psychosocial Aspects of Children with Chronic Renal Failure), ERA-EDTA (European Renal Association-European Dialysis and Transplant Association) e IPNA (International Pediatric Nephrology Association).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Agência Lusa

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