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O festival em que cada um paga o que pode

“Devido
às dificuldades que as pessoas atravessam, decidimos não cobrar um
valor fixo de bilhete e deixar para o espetador a liberdade de fazer um
donativo. No fundo, cada um pagará o que pode”, referiu Rui Sena,
diretor artístico da Quarta Parede, associação que promove o festival.

Em
anteriores edições, o bilhete por espetáculo custava em média seis
euros (sujeito a descontos), mas a Quarta Parede optou, este ano, por
avançar com o que classifica como uma “medida experimental”, que
pretende “averiguar quais as possibilidades do público para que, nas
próximas edições, o valor dos bilhetes possa ser adaptado”.

“O
objetivo é o de que não seja o preço a afastar as pessoas de um festival
que apresenta uma oferta de grande qualidade”, disse, deixando também o
apelo para que todos contribuam.

“Nunca ninguém deixou de ver um
espetáculo da Quarta Parede por não ter dinheiro, mas temos de ter em
conta que o trabalho de todos, incluindo dos artistas, deve ser
reconhecido e, por isso, esperamos que ninguém fique sem fazer o
respetivo donativo”, apontou.

Do programa desta 11.ª edição do
Festival Y – Artes Performativas, Rui Sena destaca que haverá um “forte
olhar sobre o 25 de Abril”, através de três espetáculos que têm como
base “essa importante data da história de Portugal”, graças à qual
também é possível fazer “um festival que tem na sua configuração a
liberdade de opiniões, de estéticas e de criadores”.


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Bolsas europeias em baixa à espera do BCE

Cerca das 09:30 em Lisboa, o
EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro,
estava em baixa, a cair 0,60%, para 3.175,82 pontos.

As bolsas
de Londres, Paris e Frankfurt estavam em baixa, a cair 0,40%, 9,57% e
0,50%, respetivamente, bem como as de Madrid e de Milão, que registavam
recuos de 0,81% 1,07%.  

Depois de ter aberto em baixa, a Bolsa
de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 09:30, o principal índice, o
PSI20, estava a cair 1,26%, para 5.611,66 pontos. 

Em Nova
Iorque, Wall Street terminou em baixa na quarta-feira, com o Dow Jones a
cair 1,40%, para 16.804,71 pontos, depois de ter subido a 19 de
setembro até aos 17.279,74 pontos, o atual máximo de sempre desde que
foi criado, há 128 anos. 

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em
alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,2645 dólares,
contra 1,2596 dólares no encerramento de quarta-feira.  

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na quarta-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,2603 dólares. 

Com as bolsas de Hong Kong e Xangai hoje fechados pelo segundo dia
consecutivo devido à comemoração do Dia Nacional da China, os
investidores europeus vão estar focados na reunião do BCE para analisar e
eventualmente alterar a política monetária da zona euro.  

O presidente do BCE, Mario Draghi, deverá anunciar os pormenores do programa de compra de dívida privada.  

O pacote do BCE inclui a compra de ativos ABS (asset-backed securities)
e de créditos hipotecários em euros emitidos por instituições
financeiras da zona euro, revelou em setembro o presidente do BCE, Mario
Draghi, segundo o qual “estes títulos ABS vão servir para que o crédito
chegue à economia real”. 

A 04 de setembro, o BCE reduziu a taxa
de juro diretora para 0,05%, um novo mínimo histórico, e anunciou que
iria lançar um programa de compra de dívida privada para apoiar o
mercado de crédito e dinamizar a economia da zona euro, mas sem precisar
o montante. 

Os analistas não esperam hoje mudanças na taxa de
juro diretora, que foi alterada em setembro para 0,05%, um novo mínimo
histórico.

Outra das referências vai ser o discurso da
diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine
Lagarde, sobre a atualidade económica global como prólogo da reunião
anual do FMI e do Banco Mundial.

O barril de petróleo Brent,
para entrega em novembro, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 94,06
dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos
0,10% do que no encerramento da sessão anterior.


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Peregrinação a Meca sob risco do ébola e mers

O “hajj”, cujos rituais decorrem até à próxima semana, conta este ano com medidas mais rígidas de segurança para proteger os peregrinos de dois vírus mortais, o ébola e o mers, que já provocou mais de 300 mortos na Arábia Saudita.

A peregrinação a Meca, ritual que os muçulmanos consideram obrigatório pelo menos uma vez na vida, acontece este ano no contexto do conflito no Médio Oriente, criado pelos ‘jihadistas’ do grupo Estado Islâmico, conhecidos pelos seus atos terroristas em nome do Islão. 

De acordo com as autoridades sauditas, cerca de 1,4 milhões de muçulmanos já chegaram ao país, vindos do estrangeiro, para a peregrinação, aos quais se irão juntar algumas centenas de milhares de peregrinos do próprio reino árabe. 

Até ao momento, não foram registados incidentes de peso entre os peregrinos, nem “nenhum caso de infeção” quer pelo vírus ébola, quer pelo mers, afirmou o ministro saudita da Saúde, Adel Fakih, citado pela agência de notícias local Spa. 

A Arábia Saudita mobilizou 85 mil agentes da polícia para acompanhar a peregrinação e proibiu a entrada no país de habitantes da Guiné, da Libéria e da Serra Leoa, os três países mais afetados pelo vírus Ebola, que já matou mais de 3.000 pessoas este ano na África Ocidental. 

No entanto, a Nigéria, onde foram contabilizados oito mortos devido ao Ébola, foi autorizada a enviar peregrinos. 

Na sexta-feira, os peregrinos seguirão pelo Monte Arafat e arredores, situado a 10 quilómetros de Mina, onde se dedicarão a orações, enquanto no sábado é celebrado o Eid al-Adha (conhecido por Festa do Sacríficio), altura em que é imolado um animal em memória de Abraão. 


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